No país do futebol todo menino aprende desde cedo a ter um time para torcer. Bate no peito e grita pelo seu clube, discute por ele, e também chora e sorri.

Mas existe um envolvimento ainda maior quando o menino torcedor realiza o sonho de se tornar jogador e vestir a camisa do seu time. Pedro fez esse caminho. O nome que tem na sua essência força, luta, resistência e muita resiliência foi a essência da carreira de um menino que se tornou homem de muita luta.

O franzino Pedro virou Pedrinho. Mas poderíamos dizer que foi um “Pedrão” na carreira. Muitas lesões num tempo de futebol mais viril sacrificaram seu talento. Mas venceu. E surpreendeu. Fora de campo teve a coragem de falar de depressão e outros medos de atletas.

Pedrinho estudou para ser comentarista. Foi buscar algo mais para um novo tempo nas análises e tradução de novas táticas. Conseguiu aliar conhecimento a uma linguagem simples para desmistificar os novos termos do futebol moderno.

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Há dois anos conversávamos no camarim quando ele disse ter recebido uma proposta para ser diretor de futebol no Internacional. Tinha dúvidas ainda em seguir em televisão. Lembro ter dito que ele tinha uma missão: mudar o jeito de comentar futebol pelo estilo aprofundado e diferente com que chegou à televisão. Pedrinho já era referência e chamava a atenção pela adaptação rápida à televisão.

Pedrinho foi um dos primeiros a defender Fernando Diniz, e muito atacado pelos covardes que insistem no status quo da manutenção de território. Assim, como em campo quando jogador, segue apanhando e se recuperando para continuar exibindo seu talento, que é maior.

Pedrinho está deixando o Grupo Globo para continuar o sonho de menino: ser eternamente Vascaíno.

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