Todo time precisa do seu torcedor. E não é só para encher arquibancadas ou comprar camisas e outros produtos. O torcedor é o coração que carrega a história de um clube com suas conquistas eternizadas pela paixão que atravessa gerações. É a alma que vibra nas vitórias.

O amor por um time, muitas vezes, se mistura com outros sentimentos que acabam se tornando um só. O verdadeiro “time do coração” é carregado na camisa preferida, na cor da casa, na decoração do quarto, nos acessórios do carro. Por ele se discute, briga, xinga, começam e terminam amizades.

Um time pode provocar a maior alegria de uma vida. E pode, também, ser a maior tristeza. E não tente explicar ou entender quem já sentiu tudo isso, porque o que é passional é algo distante de entendimentos simples e objetivos.

Mas se para um torcedor o time pode marcar tanto, por que não há esse mesmo amor pelo lado contrário? Por que os times de futebol cuidam tão mal dos seus apaixonados torcedores? Por que se esquecem daqueles que realmente são sua razão de sobrevivência?

Nas duas últimas décadas surgiram os clubes-empresa que, geridos por empresários de extrema capacidade, conquistaram espaço em cenários antes inimagináveis. Criaram o status de enfrentar de igual para igual grandes camisas e se tornaram referência administrativa, mas não têm torcida. Não têm público próprio. Não têm o principal patrimônio.

O Londrina tem história. Uma história que se mistura não só com a cidade, mas com toda a região norte do estado e que se expandiu para muito além. O azul celeste, os ramos de café, o Tubarão e centenas de nomes fazem deste time uma marca rica, de tradição. E por isso criou uma torcida fiel, apaixonada, mas que está vendo este amor ser maltratado há vários anos.

O torcedor é o primeiro cliente, que está gritando por socorro e atenção porque não quer ver seu produto preferido numa prateleira de Série C.

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