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Londrina

VISÃO DE JOGO

m de leitura Atualizado em 27/06/2022, 00:00

O VAR nosso de cada jogo

PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 27 de junho de 2022

Por Julio Oliveira
AUTOR autor do artigo

Foto: iStock
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O vídeo se tornou um grande auxílio à arbitragem para diminuir erros em esportes que os olhos humanos já não conseguiam mais acompanhar velocidade e precisão de espaços. No tênis e no voleibol, a ferramenta foi bem aceita e valorizada. Com sistemas de utilização diferentes, chegaram e se aperfeiçoaram. 

No tênis, mais simples e sempre de muita velocidade, a verificação quanto a bolas dentro ou fora da quadra de jogo. No voleibol, mais itens são verificados e raramente ficam dúvidas, mas sempre respeitados. A diferença na utilização destas duas modalidades é que a cultura esportiva de atletas e comissões técnicas tem outros comportamentos. O respeito é diferente, e o resultado também. 

Quando o VAR chegou ao futebol muitos aplaudiram, comemoraram e entendiam como o fim das injustiças. Alguns, mais cautelosos, desconfiaram. As dúvidas quanto ao real sucesso surgiu pelo fato de a interpretação ainda condicionar decisões. No tênis e no vôlei, na há interpretação. O vídeo define e ponto. No futebol, o vídeo tem virado um amuleto para arbitragem e jogadores. 

O VAR, no futebol brasileiro, virou tática de jogo. No país do futebol, a malandragem reina como forma de sempre se tirar vantagem de tudo a qualquer custo. O jogador, depois de uma dividida dura, cai para que o lance seja revisado. Uma mão no peito vira mão no rosto toda hora. E os lances de impedimento ainda não são consenso quanto a linhas traçadas ou se a jogada deve ser finalizada ou já invalidada.  

O vídeo deveria ser para evitar injustiças, mas a nossa cultura quer que a justiça seja sempre feita para si e, se houver injustiça (erro), que seja contra o adversário. Não há a preocupação de melhorar o esporte para que ele seja mais limpo, mais claro, mais dinâmico. Há o interesse, a falta de colaboração e uma adaptação ao uso de forma que se beneficie.  

Leia também: https://www.folhadelondrina.com.br/esporte/a-etica-e-os-tecnicos-de-futebol-3207134e.html

E nessa bagunça toda está o árbitro, que não ganhou um auxílio, ganhou mais um item de julgamento para vigiá-lo e condenar, porque sempre haverá a interpretação.  E onde há interpretação, não há conclusão absoluta.

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