A Série B do Campeonato Brasileiro encerrou sua 3ª rodada na segunda-feira (6), com a vitória do Goiás por 1 a 0 sobre o Criciúma, e confirmou uma tendência clara neste início de competição: os baixos públicos. Nos 30 jogos disputados até agora, nenhum ultrapassou a marca de 9 mil torcedores. O maior público registrado foi na estreia do Ceará, no empate por 1 a 1 com o São Bernardo, quando 8.680 pessoas foram ao Castelão.

O Londrina, por sua vez, já realizou dois jogos em casa e apresentou números semelhantes nas duas partidas, ambas com público na casa de 4.600 torcedores. A média de 4.644 pessoas coloca o clube com a 7ª melhor média da Série B após três rodadas. Além disso, o time tem a melhor taxa de ocupação de estádio entre todos os participantes: 57,9% do VGD, que atualmente está liberado para receber 8.017 torcedores.

Entre os clubes da competição, o Londrina é o único que conseguiu levar mais da metade da capacidade disponível de seu estádio considerando a média dos jogos. O Athletic-MG aparece na sequência: manda seus jogos na Arena Sicredi, com capacidade para 6 mil torcedores, e registrou média de 2.964 pessoas, cerca de 49% de ocupação. São as duas únicas casas da Série B com capacidade inferior a 10 mil pessoas, ainda dentro do regulamento, que exige mínimos 6 mil lugares.

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Faltou a vitória

O Londrina voltou a mandar jogos no VGD nesta Série B, agora com gramado novo e bom apoio da torcida nos duelos contra Goiás e Sport. No entanto, o ambiente positivo não se refletiu em resultados. A equipe ainda não venceu pela competição em casa.

A dificuldade como mandante não é novidade. No estádio do Café, palco dos jogos no início de 2026, enquanto o VGD trocava o gramado, o time também acumulou tropeços. Ali, venceu apenas Operário, na estreia do Paranaense, o Galo Maringá, também pelo Estadual, e o frágil Penedense, pela Copa do Brasil. Empatou com Cianorte, São Joseense, Athletico e novamente Operário, que, inclusive, venceu o LEC pela Copa do Brasil no próprio Café.

No VGD, o início foi de empate com o Goiás e derrota para o Sport, a primeira do Londrina no estádio desde 2007. Apesar dos resultados, a expectativa da SAF é de que o time corresponda em campo, já que o local foi escolhido para ser a casa do clube não apenas nesta Série B, mas em toda a sequência do projeto, salvo partidas específicas.

Taxa de ocupação na Série B

Londrina: 57,9%, com a média de dois jogos

Athletic-MG: 49,4%, com a média de dois jogos

Goiás: 41,4%, com a média de dois jogos

Criciúma: 38,9%, em um jogo

Operário: 35%, em um jogo

Vila Nova: 33,4%, com a média de dois jogos

Náutico: 33,3%, com a média de dois jogos

Avaí: 26,6%, com a média de dois jogos

Ponte Preta: 20,6%, em um jogo

CRB: 15,7%, em um jogo

Juventude: 14,9%, em um jogo

Ceará: 13,6%, em um jogo

Atlético-GO: 13,6%, em um jogo

Sport: 13,1%, em um jogo

Fortaleza: 11,8%, com a média de dois jogos

Botafogo-SP: 9%, com a média de dois jogos

Novorizontino: 8,2%, com a média de dois jogos

Cuiabá: 6,3%, com a média de dois jogos

América-MG: 5%, em um jogo

São Bernardo: 3,1%, em um jogo

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