O advogado Felipe de Melo, que integra a defesa do lutador de jiu-jítsu Juliano Di Pelli Machado, adversário de Willian Masuda, o Kabuto, se pronunciou sobre o golpe aplicado durante uma luta no último fim de semana, em Londrina. O movimento provocou uma grave lesão na coluna cervical de Kabuto, que precisou passar por cirurgia no Hospital Evangélico e permanece sem sensibilidade do tórax para baixo.

Felipe comentou um vídeo privado enviado por Juliano a um grupo de WhatsApp. Na gravação, o lutador, também faixa-preta de jiu-jítsu, apresenta sua versão sobre o ocorrido. Segundo o advogado, Juliano ainda não tinha informações detalhadas sobre o estado de saúde de Kabuto quando gravou o vídeo e não autorizou o envio do conteúdo à imprensa. O lutador desativou as redes sociais no domingo (23), um dia após a competição.

Felipe de Melo pediu que a responsabilidade de Juliano seja avaliada somente após a conclusão da investigação. Segundo ele, a defesa solicitou à organização do Super Pro Jiu-Jitsu, realizado no Ginásio Moringão, todas as imagens da luta e o regulamento da competição, incluindo as regras sobre os movimentos permitidos e proibidos.

“O vídeo recente que circula foi gravado em um domingo, momentos depois da competição, em um canal privado para os alunos do Juliano. Chegou à imprensa sem seu conhecimento e sem seu consentimento. Ele não tinha informação sobre o estado de saúde do atleta. No vídeo, ele diz apenas que ouviu falar em uma cirurgia. Não se pode extrair indiferença de quem não dispunha de informação”, afirmou.

O advogado disse ainda que a defesa pediu à organização que preserve integralmente as imagens e a documentação do evento antes mesmo de qualquer acusação formal. Para Felipe, a análise sobre a legalidade do movimento deve considerar as regras da modalidade e os elementos da luta, e não avaliações feitas de forma isolada.

“A avaliação técnica não cabe à defesa. De igual forma, não cabe à imprensa avaliar tecnicamente o esporte. Isso cabe ao esporte e às autoridades públicas, com base na mesma documentação do evento, que requeremos desde o primeiro dia e que ainda aguardamos”, afirmou.

O advogado também pediu cautela enquanto o caso é apurado. “O pedido que faço é que se aguarde a apuração antes do julgamento. É o que se deve fazer neste momento. O que se pede é seriedade, e não espetáculo”, disse.

Segundo Felipe, Juliano pretende colaborar com a investigação e cumprir as determinações das autoridades. “Ele colaborará com tudo o que for determinado e se submeterá ao resultado dessa apuração, seja ele qual for”, completou.

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