Sem outras competições, Cianorte (foto) e outros três times têm folga forçada
Sem outras competições, Cianorte (foto) e outros três times têm folga forçada | Foto: Gustavo Oliveira/Londrina Esporte Clube/20-01-2019



Diante do calendário quase desumano do futebol brasileiro, o intervalo de quatro semanas entre o fim da fase de classificação do primeiro turno e o início do segundo do Campeonato Paranaense chama a atenção. Pior para os clubes que não se classificaram para as semifinais e que não disputam outra competição: estão no meio de um hiato de quatro semanas sem uma partida oficial.

A última rodada do primeiro turno foi jogada em 10 de fevereiro e, com exceção de Coritiba, Toledo, Operário e FC Cascavel, que chegaram à semi, os demais oito clubes só voltam a campo pelo Estadual no fim de semana dos dias 9 e 10 de março. Londrina, Paraná e Foz do Iguaçu ainda tiveram ou terão partidas pela Copa do Brasil. Já Cianorte, Maringá, Rio Branco e Cascavel CR ganharam esta folga forçada.

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"Esta parada é horrível, já que temos os mesmos gastos do mês, quebra o ritmo das equipes e esfria a torcida. Temos perdas de receitas indiretas, como a venda de camisas, por exemplo", afirmou o presidente do Cianorte, Lucas Franzato. "Acredito que já devemos pensar em um formato diferente para o ano que vem."

A atual fórmula de disputa começou a ser utilizada no ano passado. Porém, em 2018, o intervalo entre o fim do primeiro turno e o início do returno foi de apenas duas semanas, inclusive com rodada na Quarta-feira de Cinzas. Nesta temporada, não haverá jogos em todo o fim de semana do Carnaval.

O diretor de futebol do Maringá, Paulo Regini, revelou que o clube já havia se planejado caso ficasse sem calendário e lembrou que, como o time vai estrear no returno fora de casa - joga em Foz do Iguaçu -, serão 40 dias sem atuar diante da torcida. "Isso é muito ruim em termos de bilheteria, já que o torcedor perde o foco do time na competição", analisou.

Se financeiramente a paralisação traz prejuízos, o período sem jogos serve para uma reestruturação técnica das equipes que foram mal no primeiro turno. Lanterna do grupo B, com apenas cinco pontos, o Rio Branco espera aproveitar bem este recesso de jogos.

"Para nós, ter jogo ou não não muda nada, porque as pessoas não estão vindo para o estádio mesmo e sempre temos prejuízos com as rendas", apontou o presidente do Leão da Estradinha, Nello Morlotti. "Acabou sendo benéfica para nós esta paralisação, porque foram muitos jogos próximos no primeiro turno. Agora, conseguimos avaliar o elenco e dar uma oxigenada na equipe." O clube do Litoral também trocou de técnico, ao demitir Ednelson Silva e contratar Norberto Lemos.

Todos os dirigentes ouvidos pela FOLHA afirmaram que a paralisação do campeonato foi discutida em arbitral e aceita pela maioria. "Nós tivemos muitos problemas antes da competição, com bloqueio de receitas e saída de jogadores. Por isso, oscilamos demais no primeiro turno", frisou o presidente do Cascavel CR, Tony Almeida. "Agora estamos fazendo uma intertemporada para acertar o time para o segundo turno." Desde o início da preparação para o Estadual, o time do Oeste trocou de técnico três vezes.

Enquanto Coritiba e Toledo se preparam para a final do primeiro turno no domingo (24), os demais clubes vão se movimentar com vários amistosos em todas as regiões do Estado. Na sexta-feira (22), jogam Foz do Iguaçu e Cascavel CR e Londrina e Rolândia. No sábado (23), se enfrentam FC Cascavel e União, Athletico e Operário e Cianorte e Maringá.

A situação do Athletico é diferente. O Furacão disputa o Paranaense com seu time B, que volta a campo pelo Estadual no dia 9 de março, contra o Toledo. Antes disso, o time A, que por enquanto apenas jogou amistosos este ano, estreia na Libertadores no dia 5, contra o Tolima.

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