O Brasil encerrou no domingo (15) a participação nos Jogos Paralímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026 com a sua melhor campanha da história. A maior delegação brasileira em uma edição do megaevento alcançou feitos inéditos na neve italiana, com destaque para a medalha de prata conquistada por Cristian Ribera no sprint do cross-country e para a sequência consistente de resultados da delegação brasileira entre os 10 melhores em diferentes provas desde 7 de março, primeiro dia de competição nas Dolomitas Italianas. O Brasil ficou em na 22ª colocação geral.

“Com resultados consistentes, presença em finais e um pódio histórico no cross-country, a participação brasileira em Milão-Cortina 2026 consolida um novo momento dos esportes de inverno paralímpicos do país e reforça a evolução técnica da equipe nacional nas provas disputadas na neve. Acreditamos em resultados ainda mais marcantes nas próximas edições dos Jogos Paralímpicos de Inverno”, comentou José Antônio Freire, presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro.

Dono do Globo de Cristal da temporada 2025 do circuito mundial de esqui cross-country paralímpico, Cristian Ribera chegou aos Jogos como um dos principais nomes da modalidade e confirmou o momento especial ao subir ao pódio no sprint, resultado que marcou a primeira medalha do Brasil na história da modalidade e dos Jogos Paralímpicos de Inverno.

Além da conquista histórica, o paulista também voltou à pista em outras provas do programa, incluindo os 10 km e o revezamento misto, no qual o Brasil alcançou o melhor resultado de sua história no megaevento: o sétimo lugar, com a equipe formada ainda por Wellington da Silva e Aline Rocha.

Aline Rocha também teve participação destacada ao longo dos Jogos. A atleta de Pinhão, Paraná, alcançou o melhor resultado da história do Brasil no biatlo paralímpico ao terminar na sétima colocação na prova sprint de 7,5 km, logo no primeiro dia de competições em Val di Fiemme.

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Especialista no cross-country, Aline voltou à pista em diferentes provas da modalidade, sempre obtendo um lugar entre as dez melhores: ela ficou em quinto lugar nas provas do sprint e dos 10 km, além dos já citados sétimos lugares no revezamento e no biatlo sprint.

“É um misto de emoções: felicidade por concluir mais uma prova, e emoção por concluir mais uma edição dos Jogos Paralímpicos. […] Na minha primeira participação, em PyeongChang 2018, eu caía em todas as provas, estava feliz em participar. Em Pequim 2022, cheguei no top-10 a primeira vez, e aqui a evolução foi absurda. A gente se cobra mais, quer o pódio, mas eu fico feliz avaliando minha evolução”, analisou Aline.

Ao longo dos Jogos, o Brasil também esteve representado nas provas de biatlo com Guilherme Cruz Rocha, Robelson Lula e Elena Sena; e no snowboard, em Cortina d’Ampezzo, com André Barbieri e Vitória Machado.

Os próximos Jogos Paralímpicos de Inverno serão novamente na Europa, na região dos Alpes Franceses, de 1º de março a 10 de março de 2030. (Com assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro)

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