Bellintani tem plano de parceria do Londrina com times da Série A
Com LEC na Série B, projeto do empresário ganha força e pode se consolidar ainda mais
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 30 de outubro de 2025
Com LEC na Série B, projeto do empresário ganha força e pode se consolidar ainda mais

O acesso do Londrina à Série B do Campeonato Brasileiro representa um passo importante dentro do projeto conduzido por Guilherme Bellintani, dono da Squadra Sports, SAF que administra o clube. Ex-presidente do Bahia, o empresário já declarou em diversas ocasiões o objetivo de se transformar no maior exportador de jovens talentos do país.
Para alcançar essa meta, a presença na segunda divisão é considerada fundamental, pois amplia a visibilidade e torna o clube mais atrativo para atletas de bom nível técnico e com potencial de valorização. Mesmo com outras equipes sob gestão da Squadra, como Linense-SP, Ypiranga-BA, Conquista-BA e VF4-PB, o Londrina é o principal elo da estrutura, o topo da pirâmide, e será o destino natural dos jogadores mais promissores do grupo.
Bellintani também planeja fortalecer a formação de atletas com a construção do novo centro de treinamentos, previsto para ter sua primeira fase concluída no primeiro semestre de 2026. Com o clube na Série B e uma estrutura mais sólida, a expectativa é ampliar as parcerias com times da Série A e consolidar o projeto batizado por ele de “modelo multiclubes abaixo do radar”, uma estratégia voltada a aproveitar o excedente de talentos pouco utilizados nos grandes clubes brasileiros.
“É buscar o jogador que não está sendo aproveitado. Hoje, o Londrina ainda não tem estrutura para formar uma base que revele atletas do nível de Palmeiras ou Flamengo. Mas, com o acesso à Série B, já começa a atrair jogadores de clubes como Flamengo, Bahia, Corinthians, Fluminense, e outros”, explicou Bellintani em entrevista recente ao canal Bar FC, no YouTube. Segundo ele, milhares de atletas estão sendo monitorados para possíveis oportunidades no Tubarão.
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A ideia é que o Londrina passe a negociar percentuais desses jogadores, oferecendo espaço e sequência em campo para que se valorizem e gerem retorno esportivo e financeiro para ambas as partes. Em 2025, mesmo antes da implementação completa do modelo, o clube já realizou sua primeira venda: o atacante Pablo, londrinense que passou pelas bases de Palmeiras, Flamengo e Atlético-MG, foi negociado com o Nacional, de Portugal, por R$ 2 milhões. A SAF do Londrina manteve 30% dos direitos do atleta.
“É a primeira história que temos para contar”, destacou Bellintani, reforçando que o negócio concluído em junho antecipou em quatro anos o plano inicial, que previa a primeira venda apenas em 2029.


Matheus Camargo
Repórter de Esportes, com foco no Londrina Esporte Clube.





