O técnico Allan Aal não comanda mais o Londrina. A demissão foi confirmada pelo clube na tarde desta segunda-feira (4), um dia após a derrota por 3 a 0 para o Operário, no estádio Germano Krüger, em Ponta Grossa, pela sétima rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. O treinador ainda concedeu entrevista coletiva normalmente após o jogo, afirmando acreditar em uma reação sob seu comando, mas não resistiu à pressão pelos resultados negativos. O Londrina é o vice-lanterna da competição, com cinco pontos, e soma quatro derrotas e dois empates nos últimos seis jogos.

Em nota oficial, o clube anunciou as saídas de Allan Aal e dos auxiliares Anderson Valiñas e Paulo Pelanda. “O Londrina Esporte Clube comunica que o treinador Allan Aal não faz mais parte do comando técnico da equipe principal. Deixam também o clube os auxiliares Anderson Valiñas e Paulo Pelanda. O Londrina EC agradece aos profissionais pelos serviços prestados e deseja sucesso na continuidade de suas carreiras”, informou o comunicado.

Fantasma: pedra no sapato

A trajetória de Allan Aal no clube em 2026 teve o Operário como adversário recorrente e decisivo. O técnico estreou contra o time de Ponta Grossa no Campeonato Paranaense, vencendo por 2 a 0. No entanto, os reencontros seguintes marcaram os momentos mais difíceis de sua passagem. O Londrina chegou à final do Estadual, mas perdeu o título nos pênaltis após dois empates por 0 a 0, diante da torcida no estádio do Café. Depois, caiu na Copa do Brasil ao ser derrotado por 1 a 0 pelo mesmo Operário, novamente em casa. A derrota por 3 a 0 no último domingo, a pior do Londrina no ano, encerrou o ciclo do treinador.

Ao todo, Allan Aal comandou o Londrina em 22 jogos na temporada, sendo sete pela Série B, três pela Copa do Brasil e 12 pelo Campeonato Paranaense. Ele deixa o clube com sete vitórias, dez empates e cinco derrotas, aproveitamento de 46,97%. Entre essas vitórias, apenas uma ocorreu na Série B, outra na Copa do Brasil e cinco no Estadual. A campanha no Paranaense sustentou sua permanência por mais tempo, especialmente pela invencibilidade, já que foram cinco vitórias e sete empates até a final, mais do que pelo desempenho em campo.

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O caminho até a queda

Allan assumiu o time em 2 de janeiro, após a saída de Roger Silva para o Sport durante a pré-temporada. No início, o Londrina conseguiu resultados importantes e avançou na primeira fase do Estadual. No mata-mata, porém, acumulou empates e só venceu o Athletico em um confronto dramático na Arena da Baixada. Depois da perda do título em casa, a pressão aumentou, mas a equipe seguia sem derrotas até então.

A virada veio justamente contra o Operário, na eliminação pela Copa do Brasil. Desde aquele revés, o Londrina venceu apenas uma vez, na estreia da Série B, por 3 a 1 contra o Novorizontino. A partir dali, foram oito partidas com quatro derrotas, três empates e apenas a vitória em Novo Horizonte. As más atuações, frequentes alterações na equipe, problemas físicos que geraram uma série de lesões e, por fim, a derrota contundente em Ponta Grossa precipitaram o fim da passagem de Allan Aal.

Pressão da torcida

A pressão pela saída de Allan Aal também ganhou força fora de campo. A torcida organizada Falange Azul divulgou dois comunicados pedindo a demissão do treinador, posicionamento que rapidamente recebeu apoio de grande parte dos torcedores. A insatisfação aumentou sobretudo nos jogos disputados no estádio Vitorino Gonçalves Dias (VGD), casa do Londrina nesta Série B. Sob o comando de Allan, o time atuou no local em três oportunidades, sem vencer: foram dois empates e uma derrota.

Com a saída definida, o Londrina inicia agora o processo para escolher o novo comandante, que deve ser anunciado nos próximos dias. A equipe só volta a campo em 12 de maio, terça-feira, às 19h30, contra o São Bernardo, já com técnico novo no banco de reservas.

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