O técnico Allan Aal criticou abertamente a atuação do Londrina na derrota por 3 a 0 para o Operário, neste domingo, em Ponta Grossa, pela Série B. Sem citar nomes, o treinador apontou erros individuais, especialmente os do goleiro Kozlinski, como determinantes para o resultado construído pelo adversário no estádio Germano Krüger.

“Hora de separar os homens dos meninos. O futebol não é para quem acha que as coisas são fáceis. É para quem tem atitude. E é preciso ter mudanças. Vamos tomar as decisões necessárias, independentemente de agradarem ou não, de serem aceitas ou não. Isso faz parte do processo”, afirmou o treinador, em tom firme.

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Aal reconheceu que o Londrina começou a partida com a possibilidade de competir em busca dos três pontos, mas viu sua equipe ruir logo aos cinco minutos. “O gol em bola parada nos desestabilizou. Tínhamos o jogo sob controle, dentro de um curto espaço de tempo, mas cometemos erros que, desde que cheguei, não havíamos cometido. Isso pesa emocionalmente. Quando tentamos nos recompor, erramos de novo, e isso nos abalou ainda mais”, disse, em referência às falhas de Kozlinski.

Para o técnico, a atuação esteve muito aquém do esperado. “Foi uma partida atípica, fora de rota. Não imaginávamos isso, e o Operário também não. Tivemos alguns momentos de eficiência ofensiva, chegamos a tentar voltar para o jogo, mas levamos o segundo golpe e reagimos muito abaixo.”

Aal também reforçou a necessidade de ajustes defensivos. “Não adianta ter mais mobilidade, jogar no campo do adversário, se no momento decisivo cedemos e damos o gol para o rival. Precisamos de mais consistência defensiva.”

O treinador lamentou os erros e citou a ausência de peças importantes. “Hoje os erros foram gritantes, individuais e coletivos. Levamos um gol de bola parada no meio de quatro jogadores. O planejamento previa alternativas para reagir mesmo saindo atrás, mas falhamos. Claro que os desfalques (Vitinho, Kevyn, Caio Rafael e Gilberto) fazem falta. Estamos rendendo pouco pelos lados do campo e precisamos responder melhor ofensiva e defensivamente.”

Por fim, Aal cobrou maior entrega do setor ofensivo e citou apenas Bruno Santos como exemplo de concentração e atitude. “O nível de concentração ofensiva está muito baixo. O mais dedicado é o Bruno, e precisamos que os demais acompanhem esse ritmo.”

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