Titular da seleção brasileira nas últimas duas Copas do Mundo, o goleiro Alisson iniciará neste sábado (13), diante do Marrocos, sua terceira participação consecutiva como dono da meta do Brasil em Mundiais. Ídolo do Liverpool e há dez temporadas no futebol europeu, ele tenta transformar a experiência acumulada em conquista e encerrar um ciclo marcado por eliminações nas quartas de final para Bélgica, em 2018, e Croácia, em 2022.

Em entrevista coletiva concedida em Nova Jersey, o goleiro reconheceu que a seleção chega cercada por questionamentos após um ciclo turbulento desde a última Copa do Mundo, mas afirmou que o grupo está concentrado no presente e na busca pelo hexacampeonato.

“Historicamente, é até comum que a seleção chegue questionada. Já foi assim em outros momentos também, e a seleção conseguiu vencer. Todos os períodos tiveram suas características. Sentimos na pele as dificuldades que tivemos nesse ciclo por vários fatores. Mas, dentro disso, o mais importante é o momento atual. É o que está acontecendo agora”, afirmou.

Após a saída de Tite, o Brasil passou por quatro treinadores. Foram eles Ramon Menezes, Fernando Diniz, Dorival Júnior e, agora, Carlo Ancelotti. Para Alisson, a chegada do italiano trouxe estabilidade ao ambiente da seleção.

“Existe uma presença muito forte agora, que é o Ancelotti, que nos dá tranquilidade no ambiente, com foco no trabalho, sem distrações com polêmicas ou outras questões”, destacou.

Alisson também falou sobre as cobranças que recebe por ainda não ter conquistado um título mundial pela seleção principal. O goleiro afirmou conviver com naturalidade com as críticas, mas admitiu que o que mais incomoda é não ter alcançado os resultados esperados.

“Ainda existem questionamentos, mas isso não me assombra. Tenho a consciência de que estou no caminho certo. Às vezes, em campo, as coisas não acontecem como gostaríamos. Talvez, se tivéssemos vencido mais, a percepção seria diferente. O que mais incomoda é não ter vencido. Sempre fica aquela sensação de que poderia ter feito algo diferente”, afirmou.

O camisa 1 garantiu ainda estar plenamente recuperado dos problemas musculares que enfrentou durante a temporada pelo Liverpool.

“Estou 100% preparado. Ficar fora de alguns jogos no Liverpool também fez parte do processo para chegar em boas condições à Copa do Mundo”, completou.

Marca histórica

Ao entrar em campo contra o Marrocos, Alisson igualará dois nomes históricos do futebol brasileiro: Taffarel, atual preparador de goleiros da seleção, e Gilmar dos Santos Neves. Os três serão os únicos goleiros titulares do Brasil em três Copas do Mundo consecutivas.

O jogador classificou a marca como uma honra, mas deixou claro que seu principal objetivo é entrar para outro grupo seleto. “Vou dizer uma palavra: honra. Poder estar ao lado desses grandes nomes da seleção brasileira é um privilégio. Quando assistia às Copas na infância, sonhava em viver isso, mas parecia algo muito distante. Me sinto honrado por estar nesse grupo seleto, mas quero entrar em outro grupo, o dos campeões. Esse é o meu foco e a coisa mais importante neste momento”, ressaltou.

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Elogios a Ancelotti

Assim como outros jogadores da seleção nos últimos dias, Alisson voltou a destacar a influência de Carlo Ancelotti no ambiente da equipe. Um dos líderes do elenco, o goleiro afirmou que o treinador rapidamente conquistou a confiança do grupo.

“Desde a chegada do Ancelotti, o ambiente foi transformado. Ele é um cara que carrega uma presença muito forte e nos dá tranquilidade para focar apenas no trabalho. É resiliente, humilde, tem uma inteligência muito grande para escolher as palavras certas. É um grande gestor e tem uma ideia de futebol clara, simples e objetiva”, elogiou.

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