A Comissão de Administração, Serviços Públicos, Fiscalização e Transparência da CML (Câmara Municipal de Londrina) realizou, na noite de terça-feira (9), uma reunião na Prefeitura para discutir a paralisação na obra de prolongamento da avenida Constantino Pialarissi, na zona Oeste nas proximidades da UEL (Universidade Estadual de Londrina). O encontro contou com a presença do secretário municipal de Gestão Pública, Sérgio William Costa Becher.

O vereador Chavão (Republicanos), presidente da comissão, disse que estava combinada a participação de representantes do Consórcio EP Portal de Versalhes 3, responsável pela execução da obra, mas - segundo ele - os diretores da empresa se reuniram antecipadamente com o secretário de Gestão Pública e foram embora antes da chegada dos vereadores.

Os parlamentares foram informados de que a empresa desistiu de continuar a execução do contrato, o que deverá obrigar a Prefeitura de Londrina a buscar uma nova empreiteira para concluir os serviços. “Nós precisamos saber, precisamos da transparência, e não foi isso que aconteceu. O [secretário] William falou que a empresa, realmente, não vai tocar mais essa obra. Isso é muito triste, nós não queríamos escutar isso. Nós queríamos entender porque tinha aquele prazo de 180 dias [de aditivo contratual], na sequência, porque não retornaram. Então, a empresa veio, fez reunião fechada e esta comissão não participou”, disse.

Além de monitorar o processo de contratação de uma nova empresa para concluir a obra, a Comissão de Administração informou que continuará acompanhando o caso para verificar quais medidas serão adotadas em relação à empresa. Os vereadores também pretendem fiscalizar a eventual aplicação de penalidades administrativas à empreiteira, em razão da desistência da execução dos serviços e do não cumprimento dos prazos inicialmente estabelecidos.

SÓ 50% EXECUTADA

A obra da Avenida Constantino Pialarissi teve início em agosto de 2024 e possuía previsão de conclusão para junho de 2025. No entanto, segundo os parlamentares, o local está sem trabalhadores desde dezembro do ano passado.

Dados disponíveis no Portal da Transparência do Município apontam que o investimento previsto para a obra é de aproximadamente R$ 37 milhões. Apesar disso, menos de 50% dos serviços foram executados até o momento.

Durante a vistoria técnica realizada pela comissão, no dia 8 de maio, os parlamentares identificaram diversos problemas na área da obra. Entre as principais preocupações estão tubulações expostas, caixas de dissipação abertas e sinais de deterioração em trechos já pavimentados.

Segundo os vereadores, a situação representa riscos à segurança de moradores, pedestres e motoristas que circulam pela região. Além disso, a exposição da infraestrutura já implantada pode resultar em prejuízos ao patrimônio público e aumento dos custos para a conclusão do empreendimento.

A Comissão de Administração solicitou que a Prefeitura adote medidas preventivas imediatas para isolamento das áreas de risco, fechamento das caixas de dissipação de águas pluviais, proteção dos buracos e escavações existentes e sinalização dos pontos críticos. (Com informações da assessoria da CML)

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