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m de leitura Atualizado em 11/07/2022, 00:32

Pandemia tirou mais vagas das mulheres no setor cultural

Pesquisa indica que de 2020 para 2021, os postos de trabalhos entre mulheres caíram 4%, enquanto para os homens essa queda foi de 1%

PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 11 de julho de 2022

Carolina Moraes/ Folhapress
AUTOR autor do artigo

Foto: iStock
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Um levantamento do Observatório Itaú Cultural mostra que as mulheres foram as mais atingidas no período de pandemia na área de economia criativa. Apesar de tanto homens quanto mulheres terem recuperado o nível de emprego do período anterior ao da crise sanitária, elas demoraram mais para voltar a esses patamares e também tiveram uma queda maior na ocupação de postos de trabalho.

Economia criativa é a área que reúne os setores de cultura, moda, design, arquitetura, artesanato, comunicação, publicidade e outras especialidades. O levantamento se baseia em dados do próprio Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE.

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De 2020 para 2021, os postos de trabalhos entre mulheres caíram 4%, enquanto para os homens essa queda foi de 1%. E isso mesmo que o setor, como um todo, tenha adotado o trabalho o remoto significativamente, segundo o levantamento.

"Em virtude da pandemia, com as mulheres terem continuamente uma jornada tripla e segurarem a onda de casa, dos filhos, elas foram as que mais foram impactadas. É bom lembrar que a gente foi um dos países que ficaram com as escolas fechadas por mais tempo. Isso tem uma repercussão imensa numa casa em que a mulher, na maioria das vezes, é quem segura o trabalho num país tão patriarcal", afirma Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural.

O setor de economia criativa como um todo teve um salto no número de postos de trabalho de 2021 para 2022 e fechou o primeiro trimestre do ano com 7,14 milhões de trabalhadores ocupados. Esse número é 12% maior do que no mesmo período do ano anterior, o que representa 814 mil novos postos de trabalho.

Segundo os dados da nova análise do Observatório Itaú Cultural, isso supera até os números de 2020, com um começo de ano ainda sem o impacto da pandemia e que contabilizava 6,84 milhões de vagas de trabalho.

Os denominados trabalhadores especializados em cultura foram os que viram o maior crescimento de oferta de postos  - mas isso depois de uma forte queda, de 27%, em 2020 e 2021. Eduardo Saron atribui essa recuperação do setor, que foi o primeiro a fechar e ainda está em processo de retorno, sobretudo ao incentivo da Lei Aldir Blanc, que também foi fundamental para atenuar o fechamento dos postos de trabalho no momento mais duro da pandemia.

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