Nunca é tarde para um intercâmbio; saiba como planejar
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segunda-feira, 29 de janeiro de 2018
Magaléa Mazziotti<br>Reportagem Local 

"Não tem idade para o intercâmbio, basta querer. Assim como corrigir qualquer falha de formação, inclusive, a falta de fluência em outros idiomas". Quem avaliza tamanho entusiasmo é o engenheiro de produção, professor e chefe do Departamento de Assuntos Internacionais da UP (Universidade Positivo), Glavio Paura.
Tal constatação se deu de forma empírica para o professor com primeira graduação na área de Exatas e que no "hobby" de cursar uma segunda graduação em Letras Língua Estrangeira (Português-Italiano) criou um diferencial que o destacou para o cargo atual. "Foi de maneira despretensiosa que comecei a aprender italiano e fazer a graduação em Letras-Italiano, mas dentre outros ganhos que vieram com essa formação, pude constatar na minha experiência que a tal barreira de aprender um novo idioma depois do 30 anos é mais psicológica e de decidir o que é prioridade. Em termos cognitivos, assim como músicos talvez os mais novos tenham uma audição melhor, mas nada impede de aprender em qualquer idade", acredita.

Paura avalia que o aprendizado depende muito mais do querer, "da capacidade de se concentrar e imergir ao máximo no idioma que se quer falar com fluência", do que com a idade. "Tanto que dependendo do jovem, ele passa anos em um curso e não aprende", aponta. Ele começou a aprender italiano com 32 anos e até os 35 já dominava a língua. A decisão de fazer um intercâmbio rápido nas férias, da Universidade di Pisa, na Itália, também contribuiu para o sucesso. Fui com o italiano avançado e dividi a turma com uma francesa de 19 anos. Multigerações com iguais objetivos", celebra.
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Planejar é preciso
Na visão dele, quem ainda possui como meta a fluência na língua inglesa e já ultrapassou os 30 anos de idade, certamente, está perdendo dinheiro e oportunidades por conta dessa lacuna, mesmo sendo especialista na atividade fim da sua profissão. As ofertas costumam apresentar o dobro dos valores pagos por vagas em que o domínio de outros idiomas não seja pré-requisito. "Basta olhar para as vagas mais cobiçadas em qualquer rede social ou site de recrutamento para notar a diferença salarial e de condições de trabalho para os profissionais que dominam o inglês. O segundo idioma para muitas organizações conta a partir do inglês e, se o candidato ainda fala a terceira língua e teve vivência justamente no país de origem da multinacional que está contratando, fica quase que imbatível na seleção", orienta. Mesmo com a urgência em se corrigir esse GAP (lacuna) de formação apontado repetidamente por investidores estrangeiros quando avaliam os gargalos do Brasil, o percentual da população que fala um segunda língua fica em um dígito (em torno de 5%) e esse universo é ainda menor se considerar apenas os fluentes.


