Planejar é preciso
Para o gerente regional de desenvolvimento da Cooperativa Sicredi União PR/SP, David Vacari Conchon, embora seja um grande diferencial tanto a fluência em outras línguas, quanto a experiência fora do país, a etapa da pré-viagem é determinante para a saúde financeira do profissional e seus familiares, assim como o alcance dos objetivos com esse investimento. "Quando dizemos que todas as pessoas podem fazer um intercâmbio para ganhar essa fluência, precisamos levar em consideração que cada uma vive um momento pessoal, profissional e financeiro. Esses momentos de vida, aliados à renda de cada pessoa, determinam em muitos casos até onde se deve investir no intercâmbio", observa. O tempo de poupança de recursos, o destino e a duração do intercâmbio devem ser equalizados de acordo com a realidade de cada pessoa. "Quando falamos em intercâmbio, não necessariamente precisa ser para países da Europa, Ásia ou América do Norte. Existem muitas pessoas que optam em fazer intercâmbio para países da América latina e se especializam na cultura e língua desses países para atuarem no mercado internacional, aproveitando o Mercosul", sugere. "Já pessoas com rendas superiores podem participar de programas e escolher países de diferentes continentes de uma forma mais fácil. No entanto, em ambas situações, o esforço de poupar para viver essa experiência não é pouco, é necessário um grande esforço, onde em média 50% de sua renda mensal deve ser poupada, aliada à preparação pré-viagem de estudo do idioma do país que ficará para que o momento do intercâmbio se torne uma experiência memorável e 100% aproveitada", comenta. Na visão de Conchon, quem decide aproveitar as férias para o intercâmbio sem ter preparação, acaba desperdiçando dinheiro. "Retorna sem aproveitar o programa. Volto a dizer que se tiver uma grande preparação pré-viagem, a experiência de intercâmbio, mesmo que curta, é muito válida e faz a diferença não só na fluência da língua, mas na visão ampliada de mundo".
Há de se ter em mente que, por vezes, vale a pena poupar por um tempo maior para se permitir a uma vivência prolongada uma vez que alguns custos como as passagens aéreas independem do tempo total de permanência. Os valores de mercado mobilizados por pessoa para um programa de intercâmbio sem incluir as passagens, partem de R$ 5 mil em um pacote de um mês para a Irlanda, podendo chegar a R$ 8 mil para o Canadá. Nos pacotes longos, com seis meses de duração, as despesas com moradia, seguro viagem, curso e visto, ficam na base dos R$ 9,5 mil na Irlanda e R$ 20 mil no Canadá. Segundo o gerente regional do Sicredi União, existem várias linhas de crédito pessoal que podem ajudar na realização dessa experiência. "Obviamente, quem consegue se programar no médio prazo pode se preparar melhor e na maioria das vezes gastar menos". Ele também indica consórcio de serviços para pagamento de viagens de estudo e intercâmbios. "Essa modalidade de consórcio, ajuda a pessoa a realizar esse sonho, de forma gradual e muito barata, já que se calculado os juros de um crédito pessoal versos a taxa de administração de um consórcio, a diferença é muito grande, sendo mais viável a programação da viagem. Mesmo porque, é possível dar lances durante os meses do consórcio para a contemplação". (M.M.)





