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Londrina

MERCADO DE TRABALHO

m de leitura Atualizado em 06/06/2021, 21:44

Em alta e reconhecidas, profissões conservam lugar no mercado

Mesmo na pandemia, há carreiras que se mantêm no topo, mas atualização e vocação são essenciais para o sucesso

PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 07 de junho de 2021

Walkiria Vieira - Grupo Folha
AUTOR autor do artigo

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Procuram-se: médicos, profissionais de atendimento ao cliente, enfermeiro, técnico em enfermagem, auxiliar de logística e farmacêutico. Da lista de 20, esses são os seis profissionais mais requisitos de acordo com o Glassdoor, site de empregos e recrutamento. Referência consolidada, o Guia do Estudante Abril  também divulgou recentemente que em razão da pandemia global de Covid-19, muitos profissionais estão perdendo seus empregos ou enfrentando dificuldades em encontrar um novo trabalho. Apesar de uma crise mundial, há demissões em massa por causa da covid-19, mas há oportunidades e  vários cargos de trabalho estão se abrindo para lidar com a crise.

O Glassdoor fez esse levantamento com base no número de novas vagas publicadas na plataforma nas últimas semanas. Os números traduzem a elevada demanda por cargos ligados à área da saúde, como médicos, enfermeiros, farmacêuticos e técnicos de laboratório. Os setores de logística e comércio também aparecem na lista, bem como trabalhos que podem ser realizados de maneira remota, como atendimento ao cliente e telemarketing. Com diversas cidades cumprindo quarentena, também cresceu a demanda por entregadores. O levantamento mostra funções que estão em alta agora e refletem o cenário atual, mas também pode ser uma oportunidade para quem está decidindo qual carreira seguir conhecer e pesquisar mais sobre essas profissões e, quem sabe, se identificar.

Leonardo de Paiva Turetta, calouro de Medicina: "É compensatório para os profissionais de saúde saberem que se encontram em uma profissão tão reconhecida" Leonardo de Paiva Turetta, calouro de Medicina: "É compensatório para os profissionais de saúde saberem que se encontram em uma profissão tão reconhecida"
Leonardo de Paiva Turetta, calouro de Medicina: "É compensatório para os profissionais de saúde saberem que se encontram em uma profissão tão reconhecida" |  Foto: Divulgação
 

No topo da lista das profissões,  Leonardo de Paiva Turetta, 20 anos, acaba de ser aprovado no curso de Medicina na Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG). Turetta vislumbra especializar-se em neurocirurgia e considera relevante o valor que se dá aos profissionais. "É muito interessante que em um momento de muitas dificuldades médicas, essa profissão seja ainda mais almejada. Acredito que seja compensatório para os profissionais de saúde saberem que se encontram em uma profissão tão desejada e reconhecida pelas pessoas por sua extrema importância em casos como a realidade da COVID-19", reflete. 

Com 10 anos de experiência, o enfermeiro sênior Luis Carlos Almeida de Souza, 31 anos, a cada dia reforça o quão assertiva foi sua escolha profissional. "Minha opção se deu pelo fato de que sempre gostei de ajudar as pessoas e a enfermagem foi uma atividade prefeita, pois atendemos as pessoas numa fase delicadas, às vezes a pior fase da vida de uma pessoa,  que é a doença e estão precisando mais de sua atenção, carinho e afeto", afirma.  Realizado profissionalmente, Souza considera que na prática, os feedbacks de pacientes, familiares e chefia são um incentivo. "Nesse momento temos  a sensação de que realmente fizemos algo pelo próximo e o sentimento de dever cumprido, que é maravilhosa", alegra-se. Sobre a vocação necessária para atuar na área, considera fundamental. "Lidamos com a fragilidade das pessoas, é preciso ter empatia, paixão pelo que se faz  e pela vida de cada paciente", expõe. Desde o ano passado, quando eclodiu a pandemia no mundo, Souza revela que seu trabalho aumentou. "Dobrou e por isso estou com dois vínculos empregatícios. Sobre colegas desempregados na área, disse que desconhece. "Pelo contrário, a maioria está como eu, em dois empregos".

Luis Carlos Almeida de Souza, enfermeiro sênior: "Trabalho o dobro por causa da pandemia, mas é preciso ter vocação" Luis Carlos Almeida de Souza, enfermeiro sênior: "Trabalho o dobro por causa da pandemia, mas é preciso ter vocação"
Luis Carlos Almeida de Souza, enfermeiro sênior: "Trabalho o dobro por causa da pandemia, mas é preciso ter vocação" |  Foto: Divulgação/arquivo pessoal
 

SERVIÇOS DE ENTREGAS

O empresário Valdinei Coimbra, 49 anos, responsável pela empresa de entregas ZAZ TRAZ admite que a necessidade de entregadores no mercado também cresceu em razão da pandemia. "Antes eram em média 14 entregadores, desde o início da pandemia o número ultrapassa 20 e atualmente são 23 trabalhadores, mais três no administrativo", explica. Ter agilidade, ser organizado, responsável no trânsito e zeloso com a motocicleta da empresa e as encomendas a serem entregues são algumas das qualidades de um entregador profissional.

A rotina de quem está na lida é para  cima e para baixo, com documentos de bancos,  compras de supermercados, impressos como boletos, cartas de cobrança, convites e mercadorias de um modo geral. Desde 2011 no ramo, Coimbra explica que no início eram quatro motoqueiros. "A demanda cresceu e foi uma escolha nossa manter uma  estrutura ideal.  Houve procura de novos clientes de outros segmentos - como entrega de roupas, mas entendi que já temos um número de clientes fidelizados desde o início da empresa e estamos equilibrados assim: atendendo-os bem, com qualidade, responsabilidade e mantenho também a qualidade de vida de todos que trabalham aqui", pensa. 

SABER OUTRAS LÍNGUAS FAZ A DIFERENÇA

Fabricio Vargas, da Uniway Education Group: O "embromation" na proficiência em inglês não funciona e colocar no papel o que não é verdade é autossabotagem" Fabricio Vargas, da Uniway Education Group: O "embromation" na proficiência em inglês não funciona e colocar no papel o que não é verdade é autossabotagem"
Fabricio Vargas, da Uniway Education Group: O "embromation" na proficiência em inglês não funciona e colocar no papel o que não é verdade é autossabotagem" |  Foto: Divulgação
 

Um dos diferenciais do currículo é a fluência em outras línguas - falar, ouvir e escrever. O "embromation" não funciona e colocar no papel o que não é verdade é autossabotagem.  De acordo com o fundador da Uniway Education Group, EdTech especializada nos exames de proficiência em inglês TOEFL, TOEIC e IELTS, Fabricio Vargas, desde o começo da pandemia houve um aumento na procura por aulas de inglês online. “Nós tivemos um aumento da ordem de 80% no faturamento das aulas na modalidade EAD, embora déssemos foco nas aulas presenciais, pois já oferecíamos a tecnologia desde 2017”, relata Vargas.

Segundo o diretor da Uniway, o perfil de pessoas que mais procuram a modalidade online é na faixa de 18 a 35 anos, graduandos e graduados que buscam uma mudança na carreira. "O inglês tem se tornado, cada vez mais, essencial para as pessoas, tanto no âmbito pessoal quanto para o mercado de trabalho. Foi notório o aumento de nossos alunos que são da área de saúde  principalmente porque a maior parte dos estudos, eventos e atualizações da área são publicadas e faladas em inglês. Ou seja, se um profissional da área de saúde quer se manter atualizado, dominar o inglês é fundamental”.  E complementa: "Na hora da entrevista de emprego, a pessoa do outro lado sabe que, ao contratar um profissional que está estudando o inglês ou domina o idioma, certamente terá um colaborador atualizado nas novidades na área de saúde."

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. |  Foto: Folha Arte
 

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