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m de leitura Atualizado em 04/07/2022, 00:53

Confira o ranking das melhores e piores cidades para trabalhar

São Paulo é a única brasileira na lista, mas aparece entre as piores para equilibrar trabalho e vida pessoal

PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 04 de julho de 2022

Felipe Nunes/ Folhapress
AUTOR autor do artigo

Foto: iStock
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A cidade de São Paulo aparece na 76ª posição das cidades sobrecarregadas com 11,8% dos trabalhadores fazendo hora extra, segundo o levantamento. A cidade de São Paulo aparece na 76ª posição das cidades sobrecarregadas com 11,8% dos trabalhadores fazendo hora extra, segundo o levantamento.
A cidade de São Paulo aparece na 76ª posição das cidades sobrecarregadas com 11,8% dos trabalhadores fazendo hora extra, segundo o levantamento. |  Foto: iStock
 

A importância de encontrar um ponto de equilíbrio entre vida profissional e pessoal se tornou mais evidente após a crise de saúde global provocada pela pandemia de Covid-19, que acelerou uma mudança na relação das pessoas com o trabalho e provocou impactos na saúde mental da população.

Um estudo realizado por uma empresa de tecnologia mostrou que conseguir esse equilíbrio pode ser mais fácil ou difícil, dependendo da cidade em que vive, devido a uma série de fatores.

O estudo Equilíbrio entre Trabalho e Vida Pessoal, organizado pela Kisi, empresa de tecnologia em nuvem, classificou cem cidades ao redor do mundo com base no sucesso da promoção do equilíbrio entre vida profissional e social para os cidadãos, ao considerar as consequências da alta da inflação, pandemia e reflexos da guerra na Ucrânia.

São Paulo é a única cidade brasileira que aparece na lista, porém a capital paulista está entre as mais mal avaliadas e ocupa a 97ª posição do ranking, com 66.5 pontos.

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As cidades mais bem avaliadas no ranking são Oslo (100 pontos), capital da Noruega, Berna (99.4), capital da Suíça, Helsinque (99.2), capital da Finlândia, Zurique (96.3), também na Suíça, e Copenhague (96.2), capital da Dinamarca.

Na outra ponta da lista, as cidades com as piores avaliações são Cidade do Cabo (50 pontos), na África do Sul, Dubai (61.1), no Emirados Árabes, Kuala Lumpur (66.2), capital da Malásia, São Paulo (66.5) e Bancoc (70.7), capital da Tailândia.

Além do ranking organizado de acordo com a média de pontuação geral, é possível consultar a posição de cada uma das 100 cidades em um dos 19 critérios.

MAIOR CARGA HORÁRIA DE TRABALHO

O estudo ainda classificou as cidades onde as pessoas passam mais tempo trabalhando. Para a classificação, o levantamento levou em consideração a porcentagem de funcionários que trabalham mais de 48 horas semanais.

No topo do ranking das cidades sobrecarregadas estão Dubai (23% da população), Hong Kong (17,9%), Kuala Lumpur (17%), Cingapura (16,9%) e Montevidéu, no Uruguai, (16,3%).

A cidade de São Paulo aparece na 76ª posição das cidades sobrecarregadas com 11,8% dos trabalhadores fazendo hora extra, segundo o levantamento.

As cidades com menor percentual de moradores sobrecarregados são Amsterdã (8,6%), capital dos Países Baixos, Buenos Aires (8,8%), capital da Argentina, e Melbourne (9,7%), na Austrália.

PONTUAÇÃO

O estudo foi dividido nas categorias intensidade do trabalho, sociedade e instituições e convivência na cidade, e levou em consideração os seguintes critérios:

Intensidade do trabalho: emprego remoto, população sobrecarregada, menor quantidade de dias de férias, quantidade de dias de férias tiradas, nível de desemprego, percentual de pessoas com mais de um emprego, inflação, dias concedidos para licença parental.

Sociedade e Instituições: impacto da Covid-19, qualidade da saúde, qualidade no acesso à saúde mental, inclusão e tolerância.

Convivência na cidade: acessibilidade, felicidade, opções de cultura e lazer, segurança na cidade, espaços ao ar livre, qualidade do ar, bem-estar e condicionamento físico.

PESQUISA ANALISOU 130 INDICADORES

O estudo Equilíbrio entre Trabalho e Vida Pessoal, da empresa Kisi, avaliou 51 cidades dos Estados Unidos e outras 49 cidades ao redor do mundo, consideradas como importantes centros econômicos.

Foram analisados mais de 130 indicadores, obtidos por meio de relatórios de organizações internacionais, ONGs, conjuntos de dados de acesso aberto, pesquisas públicas e plataformas com base de dados coletivos. No caso da falta de dados sobre as cidades, o estudo considerou as estatísticas nacionais.

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