A avenida Saul Elkind (zona Norte) é um exemplo bem-sucedido de eixo periférico. A distância do centro (quase 10km) fez com que a região se estruturasse para atender os moradores. A avenida tem lojas de diversos segmentos, rede bancária, escolas, mercados, sacolão, restaurantes. A Saul tem vida própria.

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A diretora da Acezonor (Associação Comercial Zona Norte), Clarice Góis, comenta que hoje, mais de 50% dos moradores da zona norte consomem na via, mas que esse percentual poderia ser maior se as pessoas confiassem mais no potencial do comércio local. "Elas pensam que as lojas grandes do centro têm preço melhor, mas isso não é real", disse.

A economia na região gira sozinha. "O morador precisa entender que girando o dinheiro aqui, o bairro cresce e sua casa se valoriza. O comerciante que vende aqui também precisa comprar aqui", afirmou Góis.

A Acezonor trabalha para ampliar o número de associados. Hoje, apenas 10% dos comerciantes da zona norte participam da entidade. Ao longo dos anos, a associação vem reivindicando dos prefeitos melhorias na avenida. Recentemente, a via foi revitalizada com implantação de galerias para drenagem de água e reforma de boca de lobo.

Os passeios foram padronizados com paver e piso tátil. A largura foi ampliada com acesso para os lojistas. As esquinas ganharam guias rebaixadas e com faixa de pedestre para facilitar a acessibilidade. As obras formam feitas em 2,2 km de extensão entre a avenida Angelina Ricci Vezozzo e a rodovia Carlos João Strass.

Agora, a Acezonor quer a implantação da segunda fase de revitalização, que contempla a instalação de postes de iluminação e ciclofaixa. "Com cada prefeito a gente consegue um pouquinho", disse a diretora. (A.M.P.)

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