Seca recua no Oeste e Noroeste e se agrava no Norte e RMC
O mapa de agosto aponta que a estiagem evoluiu da categoria moderada para grave em algumas cidades que fazem divisa com São Paulo
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 16 de setembro de 2025
O mapa de agosto aponta que a estiagem evoluiu da categoria moderada para grave em algumas cidades que fazem divisa com São Paulo

O mês de agosto foi marcado pelas diferenças nas temperaturas e nos volumes de chuva entre as regiões paranaenses, e isso impactou diretamente no resultado do Monitor de Secas da ANA (Agência Nacional de Águas). A seca recuou no Oeste e no Noroeste, onde a chuva foi mais volumosa, e se agravou no Norte e na RMC (Região Metropolitana de Curitiba), onde foi abaixo da média histórica.
O estudo, publicado nesta semana, é realizado em parceria com vários institutos, entre eles o Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná). O mapa de agosto aponta que a seca evoluiu da categoria moderada para grave no Norte do Estado, em algumas cidades que fazem divisa com São Paulo. Já na RMC, a seca evoluiu da categoria fraca para moderada, chegando até a parte norte do Litoral.
O agravamento da seca é consequência inerente da falta de chuva nestas regiões. Em Cambará, por exemplo, o pluviômetro do Simepar não registrou nem 1 mm de chuva durante todo o mês de agosto. A última chuva significativa na cidade foi em 28 de julho, quando os pluviômetros registraram um acumulado de 16,2 mm.
Em Jaguariaíva, a média histórica do acumulado de chuva para agosto é de 74,2 mm, e choveu apenas 3,8 mm – o menor volume para o mês nos últimos 12 anos. Em Telêmaco Borba, a média para agosto é de 80,5 mm, e choveu apenas 4 mm, a menor quantidade no mês dos últimos 25 anos.
Na capital, a chuva também foi abaixo da média com um acumulado de 39,4 mm, enquanto a média histórica para o mês de agosto é de 82,6 mm.
“No Norte Pioneiro, RMC e Litoral as chuvas irregulares dos últimos meses agravaram a seca que já vinha sendo observada, principalmente no Litoral, que evoluiu com uma seca moderada”, disse o Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar que participa da elaboração do Monitor de Secas.
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“Quando falamos em seca grave com relação ao Norte Pioneiro, estamos falando de perdas de cultura ou pastagens e escassez de água, que se torna cada vez mais comum e também pode gerar restrição no abastecimento”, detalha.
MELHORA
Das 50 estações meteorológicas do Simepar, levando em consideração as que possuem mais de oito anos de medição, apenas 19 ultrapassaram a média de acumulado de chuva referente ao mês de agosto. Entre elas, o destaque fica para Pinhão, onde choveu 113,5 mm acima da média; e Santa Helena, onde choveu 111,8 mm a mais do que a média histórica.
A melhora nos indicadores de chuva fez a seca fraca recuar no Oeste e a seca moderada amenizar no Noroeste. De acordo com a ANA, os impactos dos indicadores de seca são de curto e longo prazo no Centro-Norte, ou seja, podem prejudicar a agricultura e o abastecimento de água; e de curto prazo nas demais áreas, prejudicando apenas a agricultura.


Da Redação
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