São Paulo - O deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), futuro ministro da Casa Civil no governo de Jair Bolsonaro (PSL), descartou usar a reforma previdenciária do governo de Michel Temer. Em entrevistas a diferentes rádios na manhã de segunda-feira (29), Lorenzoni disse que há unanimidade na equipe do capitão da reserva em separar as despesas com benefícios previdenciários e com assistência social numa nova proposta, que deve vir a ser apresentada no ano que vem. Ele criticou que o projeto em discussão na Câmara dos Deputados é uma espécie de "remendo". "Queremos um projeto de longo prazo, para cerca de 30 anos", frisou.

E continuou: "Defendo reforma da Previdência que se faça de uma única vez. O atual governo propôs apenas um remendo, mas a reforma tem de ser de longo prazo. É necessário uma proposta que conserte a Previdência e sustente a poupança interna".

RAPIDEZ
As das principais agências de classificação de risco, a Moody's e a Fitch, vieram a público nesta segunda (29) para cobrar do presidente eleito atenção à agenda de reformas consideradas fundamentais para o equilíbrio das contas públicas do País. O destaque fica para a reforma da Previdência.

Na Moody's, a vice-presidente Samar Maziad afirmou ao Estadão/Broadcast que a aprovação de uma boa reforma da Previdência Social no próximo ano pelo Congresso "será positiva para a economia e a avaliação de crédito de rating do Brasil", bem como se ela for rejeitada pelos parlamentares haverá impacto negativo para fatores como confiança e investimentos.

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Na opinião de Samar Maziad, a adoção das reformas fiscais pode melhorar a confiança de empresários e famílias nas perspectivas econômicas do País, o que pode elevar investimentos e consumo em nível nacional. Por outro lado, tais mudanças estruturais também poderão melhorar o ambiente de negócios no Brasil, o que deve colaborar para acelerar o crescimento nacional, dado que o PIB hoje tem um "ritmo morno", inferior a 2% de expansão ao ano.

Já para a Fitch, o alerta é sobre como uma implementação "fraca" de reformas estruturais, como a da Previdência, poderia minar a confiança de investidores no País, aumentar os custos de empréstimos e afetar "adversamente" a perspectiva de médio prazo para o crescimento.

Em relatório divulgado nesta segunda-feira (29), a agência destaca que o forte apoio eleitoral ao capitão reformado, eleito com 55,13% dos votos válidos e ao seu partido poderiam "impulsionar" o capital político do novo governo e habilitá-lo a construir uma maioria legislativa se partidos centristas oferecerem apoio. No entanto, pondera, é "incerto" quão efetivamente o novo governo conseguirá usar o "período de lua de mel" nos primeiros meses de mandato para priorizar e aprovar sua agenda econômica.

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