São Paulo - Associações empresariais defenderam a necessidade de reformas econômicas e pediram união após a eleição de Jair Bolsonaro (PSL) para a Presidência da República. Em nota, Robson Andrade, presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), disse que Bolsonaro, ao assumir o governo, deve unir os brasileiros e enfrentar, de forma serena e determinada, os enormes desafios que o Brasil tem para voltar a crescer e a criar empregos. "Tenho a certeza de que, com a aceleração das reformas econômicas e institucionais, como a da Previdência e a tributária, o País se fortalecerá e construirá, nos próximos quatro anos, uma economia mais produtiva, inovadora e integrada ao mercado internacional", afirma .

Também por meio de nota, José Carlos Martins, presidente da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), disse que chegou a hora da trégua para que se construa um País com justiça social, segurança jurídica e oportunidades para todos, baseada no emprego digno.

A Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) disse que, terminado o processo eleitoral, é hora de juntar forças em torno de objetivos comuns, medidas que permitam o avanço socioeconômico do Brasil. "Queremos manter com o futuro governo o mesmo diálogo aberto, franco e construtivo que tem pautado nossa relação com as autoridades ao longo da nossa história", afirmou a associação.

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A CNDL (Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas) cumprimentou Bolsonaro em nota e disse que é preciso, urgentemente, reduzir a burocracia e simplificar os processos que envolvem abertura, funcionamento e inovação das empresas. A confederação pede que se avance no desenvolvimento de políticas relacionadas à segurança pública, à infraestrutura e ao acesso a crédito.

Em oposição a Bolsonaro, a Força Sindical se manifestou afirmando respeitar sua eleição em texto assinado por seu presidente, Miguel Torres. A entidade afirma que irá seguir representando os trabalhadores e sua luta por emprego decente, por aposentadoria justa, pela retomada do crescimento e em defesa do patrimônio nacional.

ANIMADOS
Pelo menos no curto prazo, o discurso mais liberal apresentado pelo presidente eleito durante a campanha, com propostas de privatização e de ações menos intervencionistas, pode animar investidores e refletir um desempenho melhor da economia. "Com Bolsonaro eleito, teoricamente estamos mais longe de políticas adotadas por governos anteriores e que culminaram na maior crise econômica que o País viveu até então. Agora temos uma perspectiva melhor", avalia Gabriel Vansolini, economista da Bravus Investimentos, escritório credenciado da XP Investimentos em Londrina.

O economista lembra que os índices de confiança vêm se recuperando desde o processo de impeachment da ex-presidente Dilma, em 2016. Porém, a retomada que todo mundo espera está diretamente relacionada com o próximo governo. Agora, pontua Vansolini, o discurso mais liberal de Bolsonaro e mais austero com as contas públicas favorece a retomada da confiança do setor produtivo e da economia. (com Reportagem Local)

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