Procons emitem orientação para lojas de bebidas sobre caso metanol
Até a tarde de quinta (2), Brasil tinha 59 notificações de intoxicação pela substância, uma morte confirmada e sete óbitos suspeitos
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sexta-feira, 03 de outubro de 2025
Até a tarde de quinta (2), Brasil tinha 59 notificações de intoxicação pela substância, uma morte confirmada e sete óbitos suspeitos
Da Redação 

O Procon-PR, em um trabalho conjunto com os Procons municipais do Estado, emitiu na quinta-feira (02) uma recomendação administrativa para distribuidoras, bares, restaurantes e outros estabelecimentos que vendem bebidas alcoólicas direta ou indiretamente a consumidores, dentro do contexto de fiscalização contra metanol.
Até a tarde de quinta-feira, o Brasil tinha registrado 59 notificações relacionadas à intoxicação por metanol, uma morte confirmada, em São Paulo, e mais sete óbitos seguem em investigação, sendo dois em Pernambuco e os outros cinco também em São Paulo.
O Procon-PR alerta que o consumidor deve ficar atento e não adquirir bebidas alcoólicas em locais que vendem produtos abaixo do preço ou sem o fornecimento de nota fiscal. Além disso, as empresas devem ficar atentas ao manuseio dos produtos servidos aos clientes, não esquecendo que o Código do Consumidor estabelece a responsabilidade solidária e objetiva.
Outros pontos abordados são a proibição sobre transvasar ou recondicionar bebidas, retirar dos estoques e dos displays de venda produtos sem rótulo e que não possuam nota de procedência e comunicar as autoridades sanitárias para análise e investigação em caso de dúvidas.
Notas fiscais
O secretário de Justiça e Cidadania (Seju), Valdemar Jorge, informa que o governo do Paraná está atento aos casos de intoxicação em outros estados. "É imprescindível que as empresas exijam e guardem notas fiscais de compra e documentos comprobatórios que permitam o rastreio dos produtos comercializados. A venda de produtos impróprios para o consumo e que tragam qualquer prejuízo ao consumidor deverá ser suportada pelas empresas", diz.
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"Além da recomendação, os órgãos de defesa do consumidor estão intensificando os processos de fiscalização a estabelecimentos", complementa Claudia Silvano, coordenadora do Procon-PR. Para denúncias, o órgão disponibiliza seus canais de atendimento.
Ministério da Justiça
No início da semana, o Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor), emitiu uma nota de orientação diante do risco sanitário coletivo representado pela adulteração de bebidas alcoólicas com metanol.
A nota recomendava aos órgãos de defesa do consumidor, especialmente os Procons estaduais e municipais, intensificar ações de prevenção, fiscalização e orientação junto ao mercado de bebidas alcoólicas
O secretário nacional do Consumidor, Paulo Pereira, reforçou que, no primeiro momento, o mais importante é a capacidade do governo de identificar os estabelecimentos onde circulam as bebidas e, paralelamente, equipar adequadamente o sistema de saúde. “Esperamos que os Procons nos ajudem a trazer informações de ponta, para que possamos localizar fornecedores e locais que ofereçam risco à saúde da população”, disse.
Paulo Pereira reforçou que é fundamental que todo o sistema de defesa do consumidor, além das vigilâncias sanitárias e dos órgãos de saúde locais, “possam identificar padrões, fiscalizar e produzir informações sobre os locais e bebidas de risco, garantindo maior proteção aos cidadãos”.
Saúde em alerta
A Sesa (Secretaria de Estado da Saúde) também está em alerta para casos de intoxicação por metanol. Nesta semana, a pasta emitiu uma nota técnica sobre os casos envolvendo intoxicação por metanol para as regionais de saúde chamando a atenção sobre monitoramento e necessidade de alerta compulsório.
No Paraná, segundo a Sesa, não há nenhum registro de situação semelhante neste ano. Há registros de três casos de intoxicação de metanol, mas de pacientes que consumiram a substância por iniciativa própria. A intoxicação por metanol representa uma emergência médica grave, pode levar à morte ou causar cegueira permanente. Todos os casos suspeitos são notificados no Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), do Ministério da Saúde, e comunicados de forma imediata para a Vigilância Municipal em Saúde.
O Paraná conta com o Ciatox (Centro de Informação e Assistência Toxicológica), que auxilia os profissionais de saúde para o atendimento. Dúvidas podem ser esclarecidas através do 0800 0410 148 (região de Curitiba), (43) 3371-2244 - região de Londrina, (44) 3011-9127 - região de Maringá e (45) 3321-5261 - região de Cascavel.
O secretário também afirmou que o Estado estuda como fará a compra de ampolas do antídoto contra intoxicação por metanol para os próximos dias.
Balanço
Em coletiva de imprensa na tarde de quinta-feira, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que o Brasil registra 59 notificações relacionadas à intoxicação por metanol.
Dessas 59, 11 já tem a detecção laboratorial da presença do metanol por um Cievs (Centro de Informações Estratégicas e Resposta de Vigilância em Saúde). Há ainda um 12º caso, do rapper Hungria, em que a presença do metanol foi detectada em exame feito no hospital onde o paciente está internado, em Brasília.
"Tem um 12º, que é um caso aqui de Brasília. Nossa equipe está acompanhando desde o início da internação este caso, nós já temos a informação que foi detectada a presença do metanol no exame feito no hospital onde esse paciente está internado. Então, a gente já pode colocar que são 12 confirmados", afirmou Padilha.
Apenas uma morte decorrente desse tipo de intoxicação foi confirmada pelo Ministério da Saúde no estado de São Paulo. Mais sete óbitos seguem em investigação, sendo dois em Pernambuco e os outros cinco também em São Paulo.
Os principais sintomas da intoxicação são:
- Até 6 horas após a ingestão: sonolência, dificuldade motora e dificuldade de andar, tontura, dor abdominal, náuseas, vômitos, cefaleia, confusão mental, taquicardia e hipotensão.
- Entre 6 a 24 horas após a ingestão: visão turva, fotofobia, dilatação da pupila, perda da visão das cores, convulsões e coma. (Com Agência Estadual de Notícias e Agência Brasil)




