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Preço da cesta básica em Londrina sobe 1,94% em maio

Dos 13 produtos que compõem a cesta, oito apresentaram elevação

Mie Francine Chiba - Grupo Folha
Mie Francine Chiba - Grupo Folha

O preço da cesta básica em Londrina apresentou variação de +1,94% em maio na comparação com o mês anterior, apontou o levantamento mensal realizado pelo NuPEA (Núcleo de Pesquisas Econômicas Aplicadas), do campus Londrina da UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná. A cesta básica fechou mês a R$ 495,06, contra R$ 485,62 em abril. O preço é obtido a partir da média dos preços dos produtos da cesta pesquisados em onze supermercados da cidade nos dias 30 e 31.


 

Preço da cesta básica em Londrina sobe 1,94% em maio
Gustavo Carneiro
 


Dos 13 produtos que compõem a cesta, oito apresentaram elevação de preços. São eles: açúcar, leite, feijão, óleo, farinha, batata, carne e arroz. Açúcar (9,6%), leite (9,2%) e feijão (7,5%) tiveram o maior aumento. Café e pão ficaram com preços estáveis. Por outro lado, tomate (-11,4%), banana (-2,5%) e margarina (-2%) tiveram redução de preços.


A carne, que tem maior peso da composição da cesta básica (49% no mês de maio), teve elevação de 3,7%, com uma média de preço de R$ 36,78 o quilo, contra R$ 35,45 em abril.


Na comparação com o mesmo mês do ano passado, a cesta básica apresentou um aumento de 19,25%, quando foi adquirida por R$ 415,16. Em relação ao dia 1º de janeiro de 2021, a cesta teve redução de 1,97%. Em doze meses, elevação de 24%.


O valor da cesta se encontra em elevação desde fevereiro deste ano. "Tivemos uma descida no mês de fevereiro e, depois, repiques constantes de inflação", comenta o economista e professor Marcos Rambalducci, coordenador do NuPEA. 


O aumento de preços se deve, principalmente, à carne e ao leite. Com os meses mais frios, os produtores precisam colocar o gado em confinamento, o que eleva os custos de produção. "Esses dois produtos, o leite e a carne, devem continuar o processo de ascensão de preços porque o produtor vai ter que repassar o custo para o consumidor final", prevê o economista. O clima frio também deve penalizar os hortifruti, ele acrescenta, ocasionando o aumento de preços. 


PESQUISA

Se o consumidor se dispusesse a adquirir os produtos de menor preço em cada um dos supermercados pesquisados, pagaria R$ 391,10, uma economia de 21%. Já se comprasse todas as mercadorias no supermercado com os menores preços, pagaria pela cesta o equivalente a R$ 452,47 (8,6% menos). Já se comprasse no supermercado com maiores preços, pagaria 21% mais que a média (R$ 546,30).


PODER DE COMPRA

Em maio, o trabalhador londrinense viu seu poder de compra cair: em abril, a aquisição de uma cesta básica comprometia 44,1% da jornada de trabalho de quem ganha um salário mínimo nacional, e em maio, o índice aumentou para 44,9%. Em relação ao salário mínimo paranaense, a compra da cesta exigia 33,1% da jornada, e agora 33,7%.

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