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Londrina

Economia

m de leitura Atualizado em 04/07/2022, 16:10

Potencial de consumo em Londrina cresce 23% em 2022

Segundo dados do IPC-Maps, projeção de consumo das famílias londrinenses subiu de R$ 18 bilhões para R$ 22 bilhões de 2021 para 2022

PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 04 de julho de 2022

Simoni Saris - Grupo Folha
AUTOR autor do artigo

Foto: iStock
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De 2021 para 2022, Londrina subiu quatro posições no ranking nacional de potencial de consumo e agora ocupa a 31 posição. No Paraná, a cidade é a segunda colocada, atrás apenas da capital, Curitiba. Os números são do IPC Maps (Índice de Potencial de Consumo) dos municípios brasileiros, realizado pela IPC Marketing Editora. O potencial de consumo dos londrinenses cresceu, em termos nominais, 22,9% de um ano para outro, saltando de R$ 18,083 bilhões para R$ 22,227 bilhões no período. Em termos reais, descontada a inflação, o crescimento foi menor, mas igualmente expressivo, de 10,57%. 

Segundo o índice, a maior fatia de gastos dos londrinenses é com habitação. O IPC Maps aponta que essa categoria deve consumir mais de R$ 5,034 bilhões do orçamento das famílias londrinenses neste ano, o correspondente a 22,5%. Na sequência, vêm os gastos com veículo próprio, com R$ 3,247 bilhões (14,6%), e alimentação no domicílio, com R$ 1,828 bilhões (8,2%).  

O indicador mede ainda a projeção de consumo com alimentação fora de casa, bebidas, calçados, vestuário, móveis, eletrodomésticos, planos de saúde e educação, tanto pela população da zona urbana quanto da zona rural. No total, são analisadas 22 categorias.  

Responsável pelo IPC Maps, Marcos Pazzini destacou que o índice é composto com base em índices oficiais, confrontados com uma base de dados própria alimentada ao longo dos anos e que é utilizada para o estudo da projeção por municípios. “Ao invés de olhar o PIB (Produto Interno Bruto), eu olho o consumo das famílias, que é o que vai para o mercado, o que sai do bolso das famílias”, explicou. Um outro estudo permite avaliar os hábitos de consumo da população e fazer uma projeção de como os gastos devem ser destinados a cada categoria.  

Além da expectativa de desempenho do consumidor, o estudo traz indicadores que permitem uma leitura mais ampla da economia, dividido por faixa etária e classe econômica. O economista Marcos Rambalducci chama a atenção para os números que revelam uma migração social positiva em Londrina, com aumento do número de famílias nas classes A, B e C e queda na classe D/E. “Os dados apontam para uma situação de bastante recuperação da nossa economia entre 2021 e 2022”, comentou. “Mostram também que estamos ficando com uma fatia maior do bolo, com aumento de praticamente 10,6% no consumo da população de Londrina frente ao crescimento de 0,9% da população”, comparou.   

De um ano para outro, o percentual de londrinenses na classe A subiu de 3,1% para 3,7%; na classe B, o aumento foi de 26,6% para 27,9%; na classe C, houve uma modesta queda de 52,2% para 52,1%, enquanto a redução de famílias na classe D/E caiu de 18,1% para 16,3%.  

Quando comparado o consumo per capita da população de um ano para outro, o estudo mostra uma elevação de 21,93% no consumo per capita da população urbana e de 11,43% da população rural. Em valores, o crescimento foi de R$ 31.474,08 para R$ 38.379,01 entre os moradores da zona urbana e, entre os moradores do campo, subiu de R$ 16.688,83 para R$ 18.588,73. 

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Os dados positivos registrados pelo IPC-Maps em Londrina podem ser explicados, segundo Pazzini, por uma recuperação mais rápida do município em relação a outros mercados do Brasil. “A gente observa que as grandes cidades do interior, a maioria delas, apresentou crescimento bem significativo. Elas saem mais rápido do momento de crise”, avaliou. “No Brasil, tivemos o fechamento de quase 1,2 milhão de empresas. Em Londrina, 612 empresas a mais se instalaram. No setor de serviços, o município tem 2.452 unidades. Serviços tem uma participação importante na geração de empregos”, ressaltou.  

Além do fechamento de 860 indústrias, o destaque negativo é o setor do comércio, que registrou o fechamento de 1.046 estabelecimentos, o que, de acordo com Pazzini, indica que o setor ainda passa por apertos decorrentes da crise sanitária de 2020. 

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