Para Fiep, insegurança desestimula projetos
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domingo, 27 de agosto de 2017
Fábio Galiotto<br>Reportagem Local 
A relação de desconfiança entre empresários e entes públicos é um dos principais empecilhos para o baixo interesse por PPPS (parcerias público-privadas), diz o presidente da Fiep(Federação das Indústrias do Estado do Paraná), Edson Campagnolo. Para ele, a instabilidade tanto política quanto jurídica impede que bons projetos sejam implantados.
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Ele cita aditivos feitos em contratos de concessão de rodovias do Anel de Integração no Paraná, como exemplo de interferência política mal sucedida. "Por isso somos contra a renovação de contratos e a favor de um novo edital", diz.
Por outro lado, o Estado tem um exemplo de PPP que não deu certo por problemas com a empresa vencedora da licitação. Segundo a Fiep, a PR-323, entre Maringá e Guaíra, teria uma série de obras por meio de concessão patrocinada, em que o usuário pagaria uma tarifa de pedágio na rodovia e o Estado, uma contraprestação anual de cerca de R$ 100 milhões ao ano. Neste caso, o contrato foi extinto porque a concessionária que venceu a licitação na época, a Odebrecht, envolvida na Operação Lava Jato, não conseguiu obter no mercado os financiamentos necessários.
A duplicação de rodovias ou construção de ferrovias, que estão no papel e exigem alto investimento porque as tarifas pagas não são suficientes para garantir o retorno do investidor, assim como a ampliação de sistemas de captação e tratamento de esgotos, aterros sanitários e iluminação pública são outros exemplos que podem ser feitos por PPP. Ainda, o governo do Estado estuda a gestão de pátios de veículos do Departamento de Trânsito do Paraná (Detran) e a gestão de parques por meio dessa modalidade. "Mas existe a dificuldade em se conseguir a licença ambiental, com toda a burocracia do País, o que dificulta um contrato de gestão de resíduos sólidos", diz Campagnolo.


