Os dados da geração de emprego de janeiro no país, contidos no Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados nesta terça-feira (3), pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), indicam uma recuperação da empregabilidade em Londrina. Após uma queda considerável no último trimestre de 2025, o município registrou um saldo de 933 vagas no primeiro mês do ano, resultado de 9.448 admissões e 8.515 desligamentos.

No quarto trimestre de 2025, Londrina obteve saldos de 265 em outubro, 47 em novembro, e -2.630 em dezembro. O desempenho de janeiro de 2026 é o melhor desde setembro de 2025, quando o saldo ficou em 1.022 vagas no município. Apesar da recuperação, o saldo de 933 vagas é 37,6% menor que os 1.495 postos a mais registrados em janeiro do ano passado. O estoque total de empregos em Londrina é de 180.316 postos de trabalho.


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O setor de serviços foi o grande impulsionador do Caged em Londrina no mês de janeiro, acrescentando 960 vagas ao estoque. A construção também mostrou recuperação e fechou o mês com saldo de 193 vagas. A agropecuária registrou saldo positivo de uma vaga. Já os destaques negativos ficaram por conta da indústria, que ficou com 50 postos a menos e o comércio, que amargou a redução de 171 vagas.

Com exceção de dezembro, que sempre computa resultados negativos por conta das demissões dos trabalhadores temporários, este é o pior resultado para o comércio de Londrina desde janeiro de 2023, quando o setor registrou a retração de 296 vagas.

Paraná

O Paraná iniciou o ano de 2026 com saldo positivo de 18.306 novos postos de trabalho formais registrados em janeiro. Este é o melhor resultado para o Estado desde fevereiro de 2025, mês em que foram registradas 39.091 novas vagas no mercado de trabalho paranaense. O resultado equivale a 16,3% de todas as 112.334 vagas abertas no Brasil no período.

No ranking nacional, o Paraná obteve o quarto melhor desempenho, mas ficou atrás dos dois estados do Sul e de Mato Grosso. Santa Catarina liderou com 19.000 vagas, seguido por Mato Grosso (18.731); e por Rio Grande do Sul (18.306). Atrás do Paraná, São Paulo completa o TOP 5, com 16.451 novas vagas.

O saldo paranaense em janeiro é resultado de 178.199 admissões e 159.893 desligamentos no período. Com exceção do comércio, os demais setores tiveram saldo positivo na geração de postos de trabalho. Serviços registrou 9.859 novas vagas de emprego preenchidas no mês de janeiro, seguido pela construção, com 5.447; indústria, com 4.692; e agropecuária, com 515.

O Caged também traz o acumulado dos últimos 12 meses, referente a fevereiro de 2025 até o primeiro mês de 2026. Foram 81.931 novos postos de trabalho no período de um ano na série com ajuste. O estoque de vagas do Paraná foi de 3,3 milhões no mês de janeiro.

O Caged apresenta também o salário médio de admissão em janeiro. O Paraná obteve a sexta colocação nesse item, com vencimentos de R$ 2.343,75. Os líderes neste quesito foram São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Mato Grosso e Distrito Federal.

O Paraná também fechou 2025 com o menor índice de desemprego da história, com 3,2%, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com uma força de trabalho de 6,47 milhões (pessoas empregadas ou em busca de emprego), 6,26 milhões estavam ocupadas, enquanto que apenas 205 mil estavam desocupadas no quarto trimestre do ano passado.

Brasil

Em todo o País, foram criados 112.334 postos de trabalho com carteira assinada em janeiro. O resultado é a diferença entre 2.208.030 admissões e 2.095.696 desligamentos registrados no mês. Com isso, são mais de 48,5 milhões de vínculos formais ativos. Em nível regional, 18 das 27 Unidades da Federação tiveram saldo positivo.


Segundo o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, o destaque do mês foi a indústria, que gerou 54.991 postos de trabalho. Na divisão por ramos de atividade, quatro dos cinco setores pesquisados criaram empregos formais em janeiro. Apenas o comércio apresentou queda de 56.800 postos, devido a sazonalidade. Os demais tiveram aumentos. serviços: 40.525 postos; comércio: - 56.800 postos; indústria (de transformação, de extração e de outros tipos): 54.991 postos; construção civil: 50.545 postos; agropecuária: 23.0373.

Com informações da Agência Brasil e Agência Estadual de Notícias

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