Londrina e a economia criativa
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 20 de setembro de 2018
Nelson Bortolin Reportagem Local 
Contando com um leque variado de atividades, a economia criativa movimentou R$ 155,6 bilhões, ou 2,64% do PIB (Produto Interno Bruto) do País em 2015 - dado mais recente da Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro). Naquele ano, o setor gerava 851 mil empregos diretos. Para discutir a "Economia criativa como desenvolvimento sustentável", o Fórum Desenvolve Londrina realiza nesta sexta-feira (21) o II Fórum em Debate.

"O futuro do trabalho, segundo as fontes mais abalizadas, será pautado por dois perfis: um relacionado à inteligência social/emocional, que diz respeito a nossa capacidade de nos relacionar com os outros, e o outro, que é o trabalho criativo", afirma a economista, consultora e diretora da empresa Garimpo Soluções, Ana Carla Fonseca. Ela é uma das convidadas do Fórum e vai falar sobre "Economia criativa sustentável e o futuro do trabalho - provocações e inspirações para Londrina".
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A economista diz que, apesar de serem um dos pilares do trabalho no futuro, as atividades ligadas à economia criativa não estão blindadas da revolução tecnológica. "O impacto das novas tecnologias atingirá todas as profissões. Pode ser bom se soubermos lidar com isso, se formos capazes de tirar do nosso dia a dia o trabalho que é repetitivo, burocrático e nos dedicar ao que nos dá satisfação. Criatividade é algo que nos faz humanos."
Ana Carla diz que o conceito de economia criativa engloba uma série de atividades, que são muito diferentes entre si, como por exemplo o artesanato e a biotecnologia. A Firjan tem sua classificação (ver quadro). "As indústrias criativas, de modo geral, são mais apetitosas em relação aos jovens", afirma ela. Durante a crise, muita gente teve de buscar formas alternativas de trabalho. "Foram trabalhar por conta própria, empreender em startups. A economia criativa instiga mais os jovens."
De acordo com a economista, a economia criativa deve ser vista em toda sua cadeia produtiva. "Você pega por exemplo a gastronomia. Ela vai do chefe de cozinha até o trabalhador que está plantando a batata, passando pelos distribuidores, supermercados. Aí você vai ver a importância dessas atividades."

EVENTOS
Diretor-executivo do Londrina Convention & Visitors Bureau, Arnaldo Falanca diz que o potencial da economia criativa é muito grande na região. "Um bom exemplo são os eventos que nós realizamos. Às vezes, a gente não percebe quanto trabalho e renda são gerados por eles."
O diretor ressalta que Londrina precisa valorizar mais as atividades relacionadas à arte e à cultura, como os festivais. "O Filo está fazendo 50 anos e não tem dinheiro para uma programação à altura. Os empresários precisam enxergar nesses eventos uma forma de trazer desenvolvimento econômico para cidade."
Falanca salienta ainda o vigor da TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação) de Londrina e Norte do Paraná. "São 1.500 empresas só na cidade e 2.250 na região." Ele explica que o debate desta sexta-feira é uma das atividades promovidas pelo Fórum Desenvolve Londrina, que vem estudando a economia criativa durante todo o ano. E, no final de 2018, irá publicar um caderno com os indicadores locais relacionados ao tema.
SERVIÇO
O evento vai das 8 às 12 horas no Recinto Milton Alcover, no Parque Ney Braga. As inscrições são gratuitas.


