A experiência do Distrito Federal
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quinta-feira, 20 de setembro de 2018
Nelson Bortolin Reportagem Local 
O Distrito Federal institucionalizou a economia criativa num projeto chamado Território Criativo, vinculado à Secretaria de Cultura. O assessor especial do órgão, Gustavo Pereira Vidigal, participa do Fórum de Debate em Londrina para compartilhar sua experiência com o projeto.
Ele explica que o trabalho é dividido em três ciclos. O primeiro foi de sensibilização e diagnóstico realizados nas 14 regiões administrativas do DF. O segundo foi uma oficina na qual se debateu temas como modelagem de negócio, propriedade intelectual e captação de recursos. E o terceiro, um laboratório de empreendedorismo. Na sequência, foram definidos três setores estratégicos (música, moda e audiovisual) e selecionados cinco projetos de cada. Eles foram apresentados para uma banca de potenciais investidores.
O Território Criativo também realizou acordos de cooperação técnica com a Companhia de Desenvolvimento do Distrito Federal nas áreas de pesquisa e inovação. E serão realizadas duas pesquisas, uma sobre os microempreendedores individuais da cultura e outra sobre o mercado de trabalho da economia criativa do DF.
"Ainda não temos muitas informações a respeito dessas atividades, mas sabemos por exemplo que a economia criativa responde por 3,2% da massa salarial do Distrito Federal. E oferece 40.715 empregos formais. É mais que a indústria da transformação no DF", conta.
O assessor ressalta que a informalidade é muito grande no setor, atingindo 43% dos trabalhadores.
Além de Ana Carla Fonseca e Gustavo Vidigal, a secretária municipal de Paraty (RS), Cristina Maseda, vai participar dos debates. Paraty foi eleita Cidade Criativa da Gastronomia pela Unesco. (N.B.)


