A Itaipu Binacional abriu a segunda calha (central) do vertedouro nesta terça-feira (13). Pela manhã, a vazão era de 10,7 milhões de litros de água por segundo, o equivalente a apenas 17,2% da capacidade operativa máxima do vertedouro (62,2 milhões de litros por segundo).

A abertura da segunda calha segue os procedimentos operacionais da usina, que estabelecem quais calhas devem ser utilizadas de acordo com o volume de água a ser escoado, garantindo uma operação segura e controlada.

A abertura da calha em si não prejudica o cenário de alagamento das comunidades. O que poderia impactar é o aumento da vazão vertida, que não teve grande alteração, passando de 10,5 milhões de litros por segundo às 11h para 11,3 milhões de litros por segundo às 12h - um aumento de 800 mil litros por segundo.

Composto por três calhas, cada uma com 14 comportas, o vertedouro de Itaipu já permaneceu aberto ininterruptamente por dez anos, durante o período de instalação das unidades geradoras da usina.

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A Itaipu também contribui para o controle da vazão do rio Paraná, por meio da gestão do reservatório e da operação da usina. A atuação permite regular o escoamento da água, dentro dos limites operacionais, e contribui para a gestão das cheias a jusante da barragem.

Imagem ilustrativa da imagem Itaipu abre segunda calha do vertedouro nesta terça
| Foto: William Brisida/Itaipu Binacional

Aumento do nível

A Comissão Especial de Cheias da Itaipu Binacional mantém o monitoramento permanente dos rios Paraná e Iguaçu, cujos níveis vêm subindo rapidamente em decorrência das fortes chuvas na região. Na tarde de segunda-feira (12), o rio Paraná atingiu a cota de 116,13 metros acima do nível do mar na estação de medição da Ponte da Amizade.

No lado brasileiro, a cheia já atingiu o Porto de Areia, no bairro Porto Meira, em Foz do Iguaçu. As residências da região começam a ser afetadas quando o rio alcança a cota de 119 metros acima do nível do mar.

(Com informações da Itaipu Binacional)

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