Grupo moveleiro não apresenta proposta de pagamento a funcionários
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quarta-feira, 15 de abril de 2020
Lucio Flávio Cruz - Grupo Folha 
O grupo moveleiro que fechou as empresas na semana passada em Londrina não apresentou proposta de pagamento aos funcionários em reunião com o Sintracom (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Londrina) na tarde de terça-feira (14). Mais de 50 trabalhadores estão sem receber salários e os valores referentes as rescisões contratuais.

De acordo com o presidente do Sintracom, Denílson Pestana, os sócios da indústria de móveis e que também possuíam lojas, que revendiam colchões, não comparecem no encontro e foram representados por uma advogada.
“Das cinco reivindicações que fizemos aos empresários na semana passada, a única que foi sinalizada de forma positiva por eles foi dar baixa na carteira dos funcionários, mas sem o pagamento dos salários de março. E desta forma não aceitamos”, explicou Pestana.
Além do pagamento dos salários atrasados, o Sindicato havia solicitado que fosse entregue uma cesta básica a cada empregado no sábado (11), véspera da Páscoa, a efetivação da demissão dos funcionários, a baixa na Carteira de Trabalho e a liberação do Fundo de Garantia e seguro-desemprego.
Denílson Pestana informou que a empresa tinha várias irregularidades trabalhistas, como o caso de funcionários que trabalhavam a mais de um ano sem carteira assinada. Relatou ainda que a representante dos empresários alegou que seria necessário fazer um levantamento financeiro para saber quanto a empresa poderia repassar neste momento, além da necessidade de vender parte do estoque. A folha salarial gira em torno de R$ 100 mil.
“Propomos que nos fosse apresentado o estoque e criaríamos uma comissão para gerenciar esta venda e pagar os funcionários. Mas a empresa não aceitou. A nossa expectativa era sair com alguns encaminhamentos e um calendário de pagamentos do encontro, mas não houve posicionamento por parte da empresa, que solicitou mais 24 horas para dar uma resposta”, comentou o presidente do Sintracom.
O grupo moveleiro possuía várias lojas em Londrina e fechou as portas na segunda-feira (6). Após uma semana, em que foram liberados, em razão do isolamento social, os funcionários retornaram para a empresa e a encontraram com as portas fechadas e sem nenhum maquinário e estoque.
A advogada da empresa, Claudia Akemi Mito, informou que as cestas básicas foram repassadas aos funcionários no sábado e que os proprietários pretendem reabrir as lojas a partir do dia 20.
"O fechamento do comércio dificultou a situação, como da grande maioria dos empresários. A empresa está fazendo todo os esforços possíveis para voltar a funcionar e, a partir daí, fará a rescisão com alguns funcionários, a suspensão do contrato de outros e os demais seguirão trabalhando", revelou.


