Indústria moveleira fecha as portas e funcionários protestam por salários
Proprietários retiraram ainda toda a produção e maquinário da sede da empresa
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quinta-feira, 09 de abril de 2020
Proprietários retiraram ainda toda a produção e maquinário da sede da empresa
Lucio Flávio Cruz - Grupo Folha 
O Sintracom (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Londrina) espera resolver até terça-feira (14) a situação de 50 funcionários de um grupo moveleiro de Londrina, que fechou as portas na cidade e não fez o pagamento dos salários, além de ter desaparecido com toda a produção e o maquinário da empresa.
A denúncia chegou ao Sindicato no início da semana, após os trabalhadores terem retornado a indústria na segunda-feira (6) e encontrado as portas fechadas. Os funcionários haviam sido liberados para cumprirem uma semana de isolamento social, respeitando o decreto municipal que fechou o comércio e a indústria na cidade, em razão da pandemia do coronavírus.
Além da indústria, o grupo empresarial tinha algumas lojas em Londrina para a comercialização de móveis. Todo o maquinário e também a produção foram retirados da sede de empresa pelos proprietários. Os funcionários protestaram na frente da indústria, localizada no Centro, na quarta-feira (8).
“Conseguimos um contato com um dos sócios apenas na quarta-feira e nos foi informado que as vendas haviam caído muito nos últimos 20 dias, mas que a empresa já tinha dificuldades anteriores e tem uma dívida de R$ 700 mil”, explicou o presidente do Sintracom, Denilson Pestana. A folha de pagamento gira em torno de R$ 100 mil.
De acordo com Pestana foi agendado um encontro com os proprietários da empresa para terça-feira e uma comissão formada por cinco funcionários também irá participar.
“Reivindicamos que pelo menos até no sábado eles repassem uma cesta básica para cada funcionário para que eles tenham uma Páscoa menos complicada. E vamos exigir na reunião o pagamento dos salários de março, além das horas extras e que façam o aviso de dispensa, a baixa na carteira, a rescisão de contrato e a liberação do Fundo de Garantia e do seguro-desemprego”, afirmou.


