Governador se reúne com lideranças de Londrina para discutir possível fusão do Iapar
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terça-feira, 08 de janeiro de 2019
Rafael Machado<br>Grupo Folha 
O governador Ratinho Jr. (PSD) tem encontro marcado na tarde desta terça-feira (8) com representantes da sociedade civil londrinense, como os presidentes da ACIL (Associação Comercial e Industrial de Londrina), Fernando Moraes, e da Sociedade Rural do Paraná (SRP), Antônio Sampaio, para debater a eventual fusão do Iapar (Instituto Agronômico do Paraná) com outros órgãos do segmento, como Emater e Codapar. A reunião, que, entre outros assuntos, também vai abordar o desejo do Estado em assumir a concessão do aeroporto da cidade, deve acontecer às 15h.
A medida foi anunciada junto com a diminuição de secretarias estaduais de 28 para 15. De acordo com o governador, a possível aglutinação das entidades agrícolas faz parte de uma "reestruturação". No entanto, ele descartou a extinção do Iapar.

"Um cálculo superficial, que será aprofundando com o tempo, mostra que cada secretaria representa uma economia de R$ 200 mil a R$ 300 mil por mês, um valor considerável ao longo do ano, que é pago pelo cidadão. Esse dinheiro pode ser aplicado em áreas prioritárias", explicou Ratinho à Agência Estadual de Notícias.
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Segundo o deputado estadual Tercílio Turini (PPS), que vai participar da discussão nesta terça, "já existia uma movimentação das lideranças da cidade para colocar na mesa o futuro do Iapar. Vamos trazer o posicionamento do Norte do Estado e a preocupação que temos com essa ideia do governador. Quem sabe conseguimos mudar o direcionamento dado até agora", comentou.
Em conversa por telefone com responsáveis pela ACIL e Sociedade Rural antes do debate pessoal com Ratinho Jr., Turini disse que "todos estão temerosos, inclusive os outros deputados. Nosso pensamento é o mesmo. Se a presidência do Iapar sair de Londrina, será um desprestígio muito grande. O salto que se deu ao longo dessas últimas décadas não pode se transformar em retrocesso. Se outra instituição assumir o comando, será uma desvalorização. Há um clima grande de apreensão", concluiu.


