A Fecomércio (Federação do Comércio) no Paraná, que emprega 35 pessoas, afirma ter feito adequações em sua estrutura sem demitir funcionários. A entidade alega que o imposto sindical não era tão significativo em sua receita - entre 35% e 40% do total. "Mas tem sindicatos nossos que tinham 85% da receita vinda do imposto", afirma o vice-presidente da Fecomércio PR, Paulo Cesar Nauiack.
Segundo ele, a orientação para as entidades é que se "façam importantes" e ofereçam mais serviços aos associados para bancarem suas despesas.
Outra entidade que afirma ter sofrido pouco com o fim do imposto sindical é a CUT (Central Única dos Trabalhadores), que também não fez demissões. "Sempre fomos contra a obrigatoriedade desta contribuição. Achamos que o trabalhador deve contribuir com o sindicato por vontade própria", alega o secretário-geral da central, Marcio Kieller.
Por isso, segundo ele, a CUT usava os recursos do imposto em cursos de formação dos trabalhadores, e nunca dependeu deles para manter suas estrutura.
O secretário também argumenta que os sindicatos filiados à central têm alto índice de filiação nas categorias que representam. "As mensalidades são a maior parte da receita", alega.
Para continuar oferecendo seus programas de capacitação, a CUT aposta em parcerias e convênios, inclusive com entidades internacionais. (N.B.)


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