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Dia das Mães deve injetar R$ 66 milhões na economia de Londrina

Levantamento da ACIL sobre a segunda melhor data do ano para o varejo indica mudança no perfil do consumidor

Reportagem local
Reportagem local

 

Dia das Mães deve injetar R$ 66 milhões na economia de Londrina
Gustavo Carneiro
 


A pesquisa de intenção de compras para o Dia das Mães, encomendada pela ACIL (Associação Comercial e Industrial de Londrina), confirmou a tendência de mudança de hábitos do consumidor, além do reflexo da pandemia no dia a dia dos londrinenses. O levantamento foi realizado pela Litz Estratégia e Marketing, entre os dias 22 e 30 de abril, e ouviu 300 consumidores londrinenses. 


Os dados revelaram que 78% dos londrinenses devem comprar presentes para a segunda data mais importante do calendário do varejo. De acordo com o levantamento, o valor total gasto com presentes por consumidor deve ser de R$ 198, enquanto o valor investido por presente é de R$ 135. Os números indicam uma projeção de injeção na economia londrinense de R$ 66 milhões. 


Tendência digital

As lojas físicas (73,9%) continuam sendo os locais preferidos do londrinense para efetuar suas compras, porém, os meios digitais (58,3%), desde o ano passado, ganharam espaço entre os consumidores – uma tendência, segundo especialistas, que deve se fortalecer a cada ano. Para se ter ideia, em 2020, os meios digitais foram a opção para 56,7% dos consumidores, e em 2019, antes da pandemia da Covid-19, 5,7%. 


Os entrevistados também responderam que devem comprar por telefone com opção de retirada na loja ou delivery (7,6%), e há ainda aqueles que preferem receber o vendedor em casa (2,8%).


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“De forma positiva, a pesquisa revelou que há uma evolução no número de pessoas que devem ir às compras neste Dia das Mães. Mas vale destacar que o comportamento das pessoas está diferente, e por isso o consumo também deve ocorrer fortemente no mercado digital. Esse é um dado importante para os empresários se atentarem que esse é um caminho sem volta, e por isso precisam remodelar seus negócios. Outro apelo que fazemos é para que os consumidores prestigiem o que é de Londrina e façam compras no comércio local, mesmo quando for através das plataformas online”, ressalta a presidente da ACIL, Marcia Manfrin. 


Presentes e pagamentos

Entre os segmentos mais citados pelos londrinenses para homenagear as mães estão: Roupas/vestuário (73,3%), perfumaria (59,7%), calçados (48,7%), flores (38,6%), chocolates/alimentos (35,2%), bijuterias e acessórios (35,2%), objetos de casa e decoração (33,5%), relojoaria/joalheria/ótica (24,6%), eletrônicos (16,5%), livros (13,1%), celulares (12,7%), eletrodomésticos (9,7%), outros. 

Sobre as formas de pagamento, o parcelamento em cartão de crédito (42,8%) foi a modalidade mais escolhida pelos entrevistados. Na sequência está o cartão de débito (33,1%), à vista no cartão de crédito (32,2%), à vista em dinheiro/cheque (16,9%), crediário (2,5%) e PIX (0,4%). 


A pesquisa também revelou em quais locais os londrinenses pretendem comemorar o Dia das Mães. As residências foram escolhidas por 95,8% dos entrevistados, enquanto 4,2% responderam restaurantes ou pizzarias. 


Outras avaliações

O levantamento da ACIL também apresentou indicadores que revelam o impacto da pandemia na vida dos consumidores londrinenses. 


Entre as questões, está a queda do volume de consumo, onde foram apontados como principais motivos: queda no rendimento pessoal/familiar (57,3%), não irá usar, portanto não há motivos para compras de itens não essenciais (38,5%), não sente motivação em realizar compras (19,6%), dificuldade de acesso às lojas pela variação de horários (12,6%) e menor valorização do consumo (8,4%). 


Ao comparar o rendimento atual ao período anterior à pandemia, 41,3% dos consumidores disseram estar igual, 23,3% responderam maior e 35,3% revelaram estar menor. 


Sobre o pagamento de despesas/contas, quando comparado ao período anterior à pandemia, o levantamento revelou que 38% dos consumidores entrevistados encontram mais dificuldades para quitar dívidas, enquanto 52,7% responderam que este compromisso financeiro mantém-se igual e 9,3% disseram que encontram mais facilidade para pagar suas despesas. 


“Mais uma vez o levantamento nos coloca diante do impacto da pandemia na sociedade como um todo. A queda do rendimento é reflexo dos milhares de postos de empregos fechados durante o ápice do coronavírus em nossa região. Mas também podemos associar a redução do consumo ao medo que muitas pessoas ainda sentem de irem às ruas em um período onde não há vacinação em massa. Vivemos tempos de alerta para nossas autoridades e de reinvenção de nossas empresas”, explica Marcia Manfrin.

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