Concessionária investigada tem tarifa mais cara do Paraná
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018
Rafael Fantin <br> Reportagem local 
Os altos valores cobrados pela concessionária Econorte e o destino das tarifas arrecadadas nas praças de pedágio entraram na mira da operação Lava Jato na manhã desta quinta-feira (22). Durante a operação, o diretor da Econorte, Hélio Ogama, foi detido em Londrina após o juiz Sérgio Moro acatar o pedido de prisão temporária.
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Atualmente, a Econorte administra três praças de pedágio no Norte Pioneiro. Na BR-369, os valores para automóveis são de R$ 22,00 na praça de Jataizinho e de R$ 20,30 na praça de Jacarezinho. As duas tarifas são as mais caras do Estado do Paraná, conforme o último reajuste aplicado no dia 1º de dezembro de 2017 após aprovação da Agepar (Agência Reguladora do Paraná).

Além disso, a Econorte também é responsável pela praça de Sertaneja na PR-323. A tarifa atual é de R$ 18,90, ficando atrás apenas das outras duas praças da concessionária e de São José dos Pinhais com cobrança de R$ 19,40, no trecho da BR-277, administrado pela Ecovia.
PASSARELA
Em 2014, o governo estadual autorizou dois aumentos na tarifa de pedágio, além da inflação, nas três praças administradas pela Econorte. Os reajustes foram justificados como compensação para R$ 59 milhões de investimentos feitos pela Econorte na duplicação de cinco quilômetros da PR-445, na construção de terceiras faixas na região de Cornélio Procópio e e na construção da passarela em estilo britânico no Parque de Exposição Ney Braga, em Londrina.
A FOLHA entrou em contato com a Econorte e aguarda a resposta da concessionária.



