Olimpiética une esporte e solidariedade
Colégio Ética se destaca em competições e realiza o maior evento escolar de Londrina
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 03 de julho de 2026
Colégio Ética se destaca em competições e realiza o maior evento escolar de Londrina
Adriana Koskosky 

Enquanto oito em cada dez adolescentes não cumprem o mínimo de atividade física recomendado pela Organização Mundial da Saúde, o Colégio Ética investe no esporte para seus alunos e realiza, há uma década, um evento que movimenta uma comunidade escolar com mais de 5 mil pessoas.
É a Olimpiética, que está em 11ª edição, e reúne estudantes do C2 ao Ensino Médio em 12 equipes com aproximadamente 170 integrantes, cada uma com representantes de todas as séries. A disputa inclui diversas modalidades, como: tênis de mesa, desafio da alta tensão, quiz (torta na cara), embaixadinha, dama, dominó, xadrez, hockey de mesa, futsal, basquete, vôlei, corrida, bola queimada, corrida do saco, corrida do ovo, jogo da velha (com bambolê), atividades com corda, bola queimada, dança do bambolê, boliche, quebra-cabeça, chute a gol. As equipes são conduzidas pelos próprios alunos: os mais velhos lideram, os do 9º ano atuam como colíderes e os do 5º, como minilíderes, papéis condicionados também ao desempenho escolar.
"É aluno de 17 anos de mãos dadas com o de 2 anos, ajudando a amarrar o cadarço", resume Fabiana de Oliveira, uma das fundadoras da escola e idealizadora do projeto, que começou com 600 estudantes.

A valorização do esporte com eixo pedagógico também tem colocado o Colégio em destaque nos Jogos Escolares. Só neste ano, o Ética foi campeão nas etapas municipal, regional e macrorregional nas seguintes modalidades: futsal feminino sub-17 e sub-14, vôlei feminino sub-14 e sub-17, vôlei masculino sub-14 e vôlei de areia feminino sub-17. Hoje de manhã, o Colégio disputa a final dos Jogos Escolares Bom de Bola - na fase municipal - nas categorias de 15 a 17 anos e de 12 a 14 anos
Para Matheus Grigoletto, 17 anos, no colégio desde os 5 e participante de todas as edições, o evento foi um exercício de convivência. "Me ajudou a vencer a timidez, a falar em público, a criar amizades", conta.
Coordenador de esportes e um dos criadores da Olimpiética, Valderi Félix, o “Birigui”, há 13 anos na escola, resume a proposta em uma palavra: superação. O que o marca, diz, não é a medalha, mas "o brilho nos olhos de um aluno tímido que de repente está correndo, vibrando com o seu time".
O evento também tem eixo solidário. As equipes arrecadam agasalhos, alimentos, tampinhas e lacres para entidades como a Casa de Apoio Amigos do HU. O ano passado, duas toneladas de tampinhas viraram oito cadeiras de rodas. "Cada ano ela busca arrecadar mais, e não pela pontuação, mas pensando no próximo", conta Kamila Moya, mãe de uma aluna.
A cerimônia de abertura da 11ª Olimpiética será hoje, às 19h, no Ginásio do Moringão e é aberta ao público. A entrada é solidária, com a doação de 1 kg de alimento não-perecível.


