Hospital Evangélico de Londrina entra para seleto grupo da medicina de ponta no Brasil
Instituição acaba de incorporar segundo robô, o ExcelsiusGPS, e eleva a segurança em cirurgias de coluna e crânio
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sábado, 16 de maio de 2026
Instituição acaba de incorporar segundo robô, o ExcelsiusGPS, e eleva a segurança em cirurgias de coluna e crânio

O Hospital Evangélico de Londrina acaba de colocar o Paraná e o Brasil em um seleto grupo da medicina de ponta ao iniciar a operação do primeiro robô ExcelsiusGPS da América do Sul, que se soma à sua já consolidada plataforma Da Vinci Xi, em funcionamento no hospital desde 2024.
Para o paciente, isso significa que tratamentos de alta complexidade, antes restritos a grandes centros do Brasil e fora do país, agora estão disponíveis na cidade. Na última segunda-feira, dia 11 de maio, o neurocirurgião Carlos Zicarelli liderou a primeira cirurgia da América do Sul com o robô ExcelsiusGPS, no Hospital Evangélico de Londrina. A paciente, Judite Mendes, 72 anos, residente em Borrazópolis, distante cerca de 130 quilômetros de Londrina, tornou-se a primeira paciente operada com auxílio do sistema robótico em solo brasileiro.
Com histórico de dores fortes na coluna e um quadro complexo devido a fraturas patológicas (espontâneas), Judite foi submetida a dois procedimentos, com tempo de cirurgia de duas horas — quando, no sistema convencional, o procedimento demandaria pelo menos seis horas.
O ExcelsiusGPS é um sistema robótico para procedimentos cirúrgicos de coluna e crânio, integrado por um braço robótico com navegação cirúrgica em tempo real. Este recurso permite o planejamento e a execução de procedimentos com precisão, especialmente na colocação de parafusos e implantes.

Zicarelli esclarece que o Excelsius é indicado, especialmente, para cirurgias da coluna vertebral, como tratamento de hérnia de disco, estenose do canal vertebral, escoliose e outras deformidades, fraturas da coluna, tumores vertebrais e cirurgias de fusão (artrodese). "Ele é especialmente útil em procedimentos que exigem alta precisão na colocação de implantes", reforça. A precisão, ressalta o médico, chega a 99,7%, enquanto na cirurgia convencional a média é de 70%, exigindo, em muitos casos, a reoperação para reposicionamentos de parafusos e próteses.

O médico também descreve outros aspectos relevantes dos procedimentos com o uso do sistema robótico: incisões menores, menor exposição à radiação para equipe e paciente, redução do tempo cirúrgico, menos tempo de internação e recuperação mais rápida. Na prática, isso significa segurança e melhores resultados para o paciente.
Investimentos
O Hospital Evangélico de Londrina investiu R$ 7 milhões na aquisição do ExcelsiusGPS e no treinamento de profissionais, que replicarão o conhecimento para os demais membros das equipes médicas. "O HE sempre foi referência em alta complexidade e a ampliação de nosso sistema robótico é mais um passo que damos nesse pioneirismo", diz o CEO Felipe Leme, ressaltando que o hospital está, definitivamente, no mapa das principais instituições de saúde do Brasil.
"Trabalhamos para expandir o programa e tornar essas tecnologias mais acessíveis, por meio de uma política de preços que facilite o acesso e o financiamento", informa o CEO.
Um fator que tende a facilitar a disseminação dos aparelhos robóticos, destaca Leme, é a decisão da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), já em vigor, de incluir a cirurgia robótica como cobertura obrigatória pelos planos de saúde do Brasil para câncer de próstata, uma das mais realizadas com o robô Da Vinci Xi no país.

Disponibilidade para pacientes SUS
Felipe Leme informa que o SUS ainda não credencia as cirurgias robóticas, mas o hospital trabalha para antecipar esse movimento.
O diretor técnico assistencial do Hospital Evangélico, João Pazini, informa que o hospital já realizou dez procedimentos com o robô Da Vinci Xi em pacientes do SUS. "Temos planos para operar mais 100", informa Pazini. Isso só é possível, explica ele, porque a economia gerada nas cirurgias robóticas permite que os recursos sejam injetados no SUS. "Somos um hospital filantrópico e cristão e nossa missão é prover assistência de qualidade a todos", sustenta.
Como hospital filantrópico, o Evangélico não visa lucro e todo o recurso em caixa precisa, necessariamente, ser reinvestido na sua própria operação. Assim como cirurgias estão sendo viabilizadas gratuitamente a pacientes do SUS com o Da Vinci Xi, Pazini acredita que o mesmo ocorrerá com o ExcelsiusGPS.
Polo de ensino em robótica médica
O investimento não se limita a equipamentos. A plataforma Da Vinci Xi, que completou neste mês a expressiva marca de 500 cirurgias realizadas desde 2024, posiciona o hospital como polo formador de especialistas na região. O sistema representa a quarta geração da tecnologia e é reconhecido globalmente como o padrão ouro em precisão cirúrgica. O procedimento de número 500 foi liderado pelo médico urologista Ricardo Brandina, especialidade que hoje concentra o maior volume de casos no hospital, com 368 procedimentos realizados.

Para o diretor técnico assistencial do Hospital Evangélico, João Pazini, a dupla de robôs abre caminho para a formação de novos especialistas. "Estamos preparados para nos tornar um centro de ensino de robótica na medicina. Temos todos os atributos: equipamentos de ponta, equipes preparadas, certificações e reconhecimento internacional", enumera.
Ele cita o ranking mundial da Newsweek, que colocou o Evangélico de Londrina entre os 100 melhores hospitais do Brasil, e a Acreditação Qmentum, certificação global de qualidade e segurança hospitalar.



Da Redação
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