MULTI CHEF -

Quantos vinhos você já tomou na sua vida?


Fábio Luporini/ Especial para Folha 2
Fábio Luporini/ Especial para Folha 2

Outro dia me perguntaram quantos vinhos eu já tomei na vida. Não soube responder, obviamente. Foram muitos. Muitos mesmo, embora eu tenha começado a apreciar a bebida já um pouco mais tarde, com meus 25 ou 26 anos. Antes, nem bebida alcoólica eu tomava. Ainda bem que me ensinaram a tomar algo bom, logo de cara. Nada de milho da pior qualidade. Ou destilado ruim. Aprendi a apreciar uma bebida dos deuses. Literalmente. Dionísio na Grécia, Baco em Roma e o próprio Cristo, na cristandade, só para nos determos naqueles mais conhecidos.


É possível comparar o tanto de vinhos que tomamos com o tanto de amigos que fizemos
É possível comparar o tanto de vinhos que tomamos com o tanto de amigos que fizemos | Pixabay
 


Em vez de contabilizar o tanto de rolhas assinadas que tenho, prefiro fazer as contas de outra forma. Sim! Eu costumo guardar as rolhas dos vinhos que tomei com os amigos e pedir que eles assinem. É uma forma de eternizar os (bons) momentos. O costume surgiu a partir de quando um grande amigo morreu, alguns anos atrás, e eu percebi que não havia nenhuma rolha com seu nome assinado com sua letra. A memória permanece até quando, sabe Deus!, o cérebro puder se lembrar.




A gente tem de contar os vinhos que tomamos não pela quantidade ou pelas rolhas assinadas. Ao contrário, é preciso enumerá-los pelo tanto de amigos que fizemos. Alguns, “in vino veritas” (no vinho a verdade), enquanto outros, harmonizando tristezas com ombros amigos. Não é fácil selar as amizades viníferas. Um par delas vai ficando melhor com o tempo, tal qual os vinhos. Se bem armazenadas, claro! Ou seja, se bem cultivadas, se bem guardadas, se bem apreciadas. Outras são mais amargas ou amadeiradas. Guardam em si a robustez e o sabor da madeira dos barris onde foram envelhecidas.


Equilibrado, aromático, complexo, ácido, frutado, leve, maduro e redondo. Essas são apenas alguns dos predicados que utilizamos para classificar os vinhos. Eu desafio você a usá-los para caracterizar algumas das amizades que você tem. Algumas precisam descansar no decanter, para dar uma respirada. Outras estão já passadas. Nem sempre se precisa desses aplicativos para contar os bons vinhos degustados e as boas amizades preservadas. Às vezes, bastam os dedos das mãos mesmo!


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É muito divertido gravar o programa Multi Chef! Já tem uma lista de gente convidada para participar e que só falta dar certo de combinar o dia. Mas, sugestões são sempre bem-vindas! Quer dar alguma? Mande um WhatsApp (43) 9.9997-3869. Você também pode entrar para o grupo (que só o administrador manda mensagens) para receber semanalmente o programa (terças) e a coluna (sextas)!


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