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Londrina

COZINHA & SABOR 5m de leitura Atualizado em 09/12/2021, 16:37 assinante

Panetone: a vez do queridinho do Natal

Tem de chocolate, com frutas, de todos os jeitos, o importante é ser criativo

PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 10 de dezembro de 2021

Felipe Soares Luiz - Estagiário*
AUTOR autor do artigo

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A origem do panetone é um mistério. Existem várias lendas sobre sua origem, com uma descrição em comum: o Panetone tem origem em Milão, na Itália. Segundo uma das lendas, o panetone foi criado por um padeiro chamado Toni, que trabalhava na padaria Della Grazia, em Milão, na época de Ludovico, o Mouro (1452 – 1508).  O jovem padeiro, apaixonado pela filha do patrão, teria inventado o pão doce para impressionar o pai de sua amada. Os fregueses passaram a pedir o “Pani de Toni”, que evoluiu para o “panattón” (vocábulo milanês), e depois para “panettone” (italiano).

Segundo outra lenda, o panetone foi inventado na corte de Ludovico, o Mouro, na véspera do Natal, entre os anos de 1494-1500. Conta a lenda que o Natal era uma festa celebrada com grandes banquetes. Em um dos Natais, a sobremesa que havia sido preparada queimou ao ser assada. Um dos empregados da cozinha, chamado Antonio, havia preparado uma massa com sobras de ingredientes, que pretendia levar para sua casa. Sem outra opção, ofereceu sua massa para servir como sobremesa para a corte. De acordo com a lenda, a sobremesa foi tão apreciada que Ludovico perguntou qual o nome da iguaria. O jovem Antonio, chamado para responder a pergunta de Ludovico, disse que a sobremesa não tinha nome. Ludovico resolveu chamá-la de “Pani de Toni”, dando origem ao nome.

Várias lendas cercam as origens do panetone, mas o importante mesmo é o seu sabor
Várias lendas cercam as origens do panetone, mas o importante mesmo é o seu sabor |  Foto: iStock
 

PANETONE

Ingredientes

 2 ½ xícaras (chá) de farinha de trigo, ½ xícara (chá) de açúcar, 4 gemas, ⅓ de xícara (chá) de leite, 75 g de manteiga em ponto pomada, ½ colher (chá) de sal, raspas de 1 limão-siciliano, raspas de 1 laranja, 1 colher (sopa) de extrato de baunilha, 1 colher (sopa) de vinho tinto, 1 xícara (chá) de frutas cristalizadas, ⅔ de xícara (chá) de uvas-passas, manteiga a gosto para assar e óleo a gosto para untar as mãos.

Modo de preparo

Separe 2 formas descartáveis para panetone de 15 cm de diâmetro (para 500 g) e 8 palitos de churrasco. Reserve ¼ de xícara (chá) da farinha para adicionar na hora da sova e coloque o restante numa tigela. Misture com o açúcar e o sal, reserve. Assim que a "esponja" estiver pronta, comece o preparo da massa final. Numa tigela grande junte as gemas e o leite e bata com um garfo, apenas para misturar. Acrescente a esponja e misture com uma colher de pau – não precisa desmanchar completamente a esponja, apenas o suficiente para facilitar a mistura com os ingredientes secos.

Acrescente os secos à mistura de gemas e mexa bem com a colher para incorporar todos os ingredientes e formar uma massa – no começo parece uma massa seca e pesada, mas logo perde esse aspecto, se preferir misture com as mãos. Adicione as raspas de limão e de laranja, o extrato de baunilha e o vinho. Misture novamente.

Ainda na tigela, comece a sovar a massa. Estique, vire e dobre a massa sobre ela mesma, não é preciso colocar força. Durante a sova, vá adicionando a farinha de trigo reservada aos poucos. Sove a massa por pelo menos 10 minutos, ela vai ficando mais lisa, elástica e menos pegajosa. Se preferir, sove na batedeira com o gancho, em velocidade baixa – na metade do tempo, pare de bater, vire a massa e raspe a lateral da tigela para sovar por igual.

Acrescente as frutas cristalizadas, as uvas- passas e misture para que fiquem bem distribuídas. Com a espátula (ou as mãos untadas com um pouco de óleo), ajeite a massa para ficar redonda – não precisa ficar uma bola perfeita, apenas o suficiente para crescer de maneira uniforme. Cubra com filme (ou um pano) e deixe descansar em temperatura ambiente por 2 horas, ou até crescer e aumentar o volume em ⅔.

Para bolear a massa: posicione as mãos na lateral da massa, girando e tensionando a massa contra a bancada para formar uma bola. Transfira as duas bolas de massa para as fôrmas de panetone, cubra com filme (ou pano) e deixe descansar por mais 1 hora e meia. Quando faltar 30 minutos para o tempo do panetone, pré-aqueça o forno a 180 ºC (temperatura média). Antes de levar ao forno, usando uma navalha (ou faca bem afiada), faça um corte em cruz, pequeno e superficial, no topo dos panetones. Disponha um pedacinho de manteiga no centro de cada corte, cerca de ½ colher (chá), e coloque os panetones numa assadeira.

Leve ao forno para assar por cerca de 40 minutos, ou até ficarem dourados. Se na metade do tempo os panetones já estiverem dourados, cubra cada um com um pedaço de papel alumínio para que terminem de assar sem queimar a superfície. Para verificar se estão assados, espete um palito no centro da massa, se sair limpo estão prontos.

Assim que os panetones saírem do forno improvise um recurso usado pelos padeiros profissionais: a ideia é deixar o panetone esfriando de cabeça para baixo. Vire os panetones de cabeça para baixo e apoie as extremidades dos palitos em duas pilhas de livro (ou duas panelas altas). Deixe descansar de cabeça para baixo, até esfriar – isso serve para que a massa não perca volume à medida que esfria. Sirva a seguir com frutas frescas ou armazene os panetones em sacos plásticos para não ressecar por até 5 dias.

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Supervisão: Célia Musilli/ Editora

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