MULTI CHEF - Bons vinhos, bons amigos, boas escolhas!


Fábio Luporini/ colunista
Fábio Luporini/ colunista

A vida é muito curta para tomarmos vinho ruim. E também é demasiada passageira para não convivermos com a família ou com os amigos, aqueles que valem a pena mesmo. Talvez não seja fácil harmonizar um malbec, vinho forte e encorpado, com um risoto de tomatinho cereja e molho pesto, mais leve e com o qual cai melhor um italiano, seja um primitivo ou um montelpuciano d’abruzzo. Difícil mesmo, entretanto, é juntar amigos tão amigos de lugares tão distantes.


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Mas, foi o que aconteceu dia desses. Nos arredores de Curitiba, reunimo-nos fraternalmente num convívio feliz e alegre. O Patrick e a Luana moram por lá, em Campo Largo. Eu, aqui em Londrina mesmo. E o Rubens e a Karina, embora londrinenses, residem atualmente em Lisboa. Coincidiu que fomos todos visitar os amigos pertinho da capital. Eu, a trabalho, os outros dois a passeio. E “deu bão”, como se diz por aí.



 

Porque não precisa de muita coisa para ser feliz. Basta um bom tempo de qualidade juntos. E vinhos bons, claro. Circulamos, inicialmente, pelo Chile: os merlot Pionero Reserva, da Morandé, e Carta Vieja, além do carmenére Tubul. Esses sul-americanos são mais carregados, têm taninos marcantes. Depois, passeamos pela Itália: fomos à Sicília degustar um nero d’ávola. E, por fim, desembocamos, na vizinha Argentina: malbec Luiga Bosca, de Mendoza, e cabernet-malbec DV. Catena.

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Na harmonização com os vinhos, muitas histórias, diferentes risadas e gargalhadas e a mesma certeza de sempre: “Os homens são como os vinhos: a idade azeda os maus e apura os bons”. Quem disse isso foi Cícero, filósofo, político e escritor romano. Sua sabedoria se aplica até os dias de hoje. Porque, da mesma forma que a gente começa a selecionar os vinhos que toma, evitando os que certamente vão nos dar uma dor de cabeça no dia seguinte, a gente também faz uma seleção com os amigos que queremos pra nossa vida. Porque senão eles acabam nos dando muita dor de cabeção também, além de frustrações e decepções.

 

A vida é assim. À medida que vai avançando, vai ficando seletiva. É sinal da maturidade. Afinal, uma hora a gente precisa aprender a fazer boas escolhas, não? Já dizia Aristóteles, filósofo grego clássico: “Nós somos o que fazemos repetidamente”. Se escolhemos bons vinhos ou boas amizades, seremos reconhecidos por isso. E aí, já escolheu o bom vinho que vai tomar com os bons amigos nesse fim de semana?

 

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Em tempo, o programa Multi Chef mudou de horário. Agora, será disponibilizado no canal do Youtube da Multi TV todas as terças-feiras a partir das 11h. Imperdível, não?

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