Viagens gastronômicas
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sexta-feira, 28 de agosto de 2020
Fábio Luporini/ Especial para Folha 2 
Eu nunca achei que eu pudesse mandar bem na cozinha. Era uma habilidade que eu acreditava não ter. Ou não poder ter. Talvez por nunca ter desenvolvido ou me aventurado no fogão. Mas, que, aparentemente, só tende a melhorar. A aprimorar. Tanto que, anos atrás, eu perguntava a uma amiga se era possível fazer algum curso de gastronomia sem saber fritar um ovo. Ela dizia que sim. Mas, o medo me segurava. Agora, entretanto, já estou gabaritado para me matricular até em curso de chef porque ovo já sei fritar.

Falta-me ainda aprender noções básicas de gastronomia. Como, por exemplo, aprender a cozinhar um feijão ou a fazer um arroz. Talvez porque eu não tenha tentado ainda. Minhas aventuras gastronômicas têm sido mais por caminhos diferentes e exóticos do que pela cozinha do dia a dia. O que não tem problema, obviamente. Sem crise.
Por isso, quero compartilhar com você algo que já fiz umas duas vezes e que ficou sensacional. Aprendi na internet, claro, como tudo. E usarei alguns gerúndios para contar de que forma: fuçando, lendo, vendo, adaptando, degustando, experimentando, errando, acertando, repetindo. E por aí vai.
Bom, vamos lá: na geladeira havia alguns cogumelos variados, entre eles o paris e o shitake. Cortei os dois em cubinhos, salteei na manteiga e no azeite, temperei com sal rosa e com pimenta. Aqui, pode ser a rosa, a calabresa, a do reino ou qualquer outra que você quiser. Depois, coloquei num refratário e joguei queijo parmesão ralado por cima, para gratinar. Imaginou como fica? Sim, delicioso! Pode servir como um aperitivo antes de um risoto, de uma massa ou de qualquer outro prato. E pode servir como um bom jantar mesmo. Algo com sustância! Afinal, é proteína pura.
Acho que a graça de cozinhar é poder misturar ingredientes, experimentar temperos e descobrir sabores. Desde que venci o trauma de não comer frutos do mar, coloquei na minha cabeça ser importante não ter preconceitos nem restrições em relação à culinária. E assim está sendo. Aventurar-se na cozinha significa não apenas vencer os desafios de cozinhar, mas, sobretudo, de conhecer, experimentar e degustar. São muitas viagens que se fazem através dos sabores. Algumas nacionais, outras internacionais. E não há problema algum em não gostar de algo, ou preferir algum prato em detrimento de outro.
O importante é permitir-se. Guardados os devidos cuidados, obviamente, já que muitas pessoas têm alergias diversas. Eu, por exemplo, tenho uma leve intolerância à lactose. Mesmo assim, um dos itens que mais como é o queijo. Vamos embarcar em viagens gastronômicas?


