AGRONEGÓCIO RESPONSÁVEL| A safra brasileira de grãos segue batendo recordes


Amélio Dall’Agnol, pesquisador da Embrapa Soja
Amélio Dall’Agnol, pesquisador da Embrapa Soja

A atual área cultivada com grãos no Brasil, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), totaliza 68,9 milhões de hectares (Mha), grande parte cultivada sob uma mesma área. A liderança no uso de terras cultivadas é da soja (38,5 Mha) seguida pelo milho (19.34 Mha, considerando primeira e segunda safras). Juntas, as áreas da soja e do milho perfazem mais de 80% das terras cultivadas do país. 


Na estimativa mais otimista sobre a produção de grãos no Brasil na safra 2020/21, a Conab divulgou em março uma expectativa de colheita de 272,3 milhões de toneladas (Mt). Mas o atraso na semeadura da soja, forçando o estabelecimento de boa parte do milho 2ª safra fora da sua melhor janela, somado à estiagem e às geadas de junho/julho, reduziram a produtividade do cereal em 17,5%, que apesar do cultivo de uma área 6,2% maior, produzirá 10,8 % menos que na safra 2019/20, segundo a Agência Datagro. 67 Mt é a produção da safra (2020/21 (que ainda está em curso em algumas regiões do leste de Alagoas, Sergipe e Bahia), ante uma expectativa de 83,74 Mt em março. 


Mesmo com as adversidades climáticas que reduziram a produtividade do milho safrinha, a produção de grãos será a segunda maior da história: 254 Mt ante 257 Mt na safra 2019/20. Isto se deve às maiores produções de soja e trigo, que compensarão, pelo menos em parte, a quebra de produção do milho 2ª safra. Mas, embora a soja deva entregar uma safra 11,1 Mt maior, ela não deverá ser suficiente para garantir um recorde produtivo. A previsão recente do IBGE, estima as seguintes produções: 135,9 Mt de soja e 93 Mt de milho (1ª, 2ª e 3ª safras), além de 10 Mt de arroz, 7 Mt de trigo e 3,5 Mt de feijão, entre outros grãos de menor importância. Mas, ao final da temporada poderemos ter surpresas.


Embora o início da semeadura da soja tenha sido postergado para meados de outubro por causa da estiagem que antecedeu essa data, a produtividade não foi afetada, visto que a janela de semeadura da oleaginosa pode se estender de setembro a dezembro, dependendo da região, e permitindo que toda a lavoura fosse estabelecida dentro desse período ideal, resultando na maior safra da história. Com isso, apesar das contrariedades climáticas que afetaram a safrinha do milho, o valor bruto da produção cresceu e será recorde histórico em 2021: R$ 1,109 trilhões (757 bilhões das lavouras e 352 bilhões da pecuária), com o protagonismo da soja, milho e carnes (bovina e de frango).


O agro, ninguém pode negar, é o esteio do Brasil. É o setor que está mantendo o Brasil em pé.



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