O pai ou o avô pobre sonhou, um dia, com um negócio. Lutou e implantou-o com sacrifício. Depois ‘suou sangue’ para melhorá-lo a fim de conquistar mercado com qualidade, até que, como efeito só do trabalho duro, a marca tornou-se conhecida e a preferência de uma fatia dos consumidores manifestou-se na aquisição de seus produtos. Como consequência natural, isto se converteu em riqueza.

Quando seus herdeiros assumiram, pouco ou quase nada sabiam sobre o esforço que o fundador investiu, e muito menos sobre o combustível que fez este empreendimento tornar-se grande e importante. Eles o olharam por um instante e o que viram além das instalações físicas foi algo parecido a uma máquina de produzir dinheiro deixada pelo pai – modelo um tanto diferente de um caixa eletrônico de banco.

Seus representantes comerciais – que no início chegaram como amigos –, os clientes – antes fidelizados mediante benefícios verdadeiros –, os fornecedores – antigos parceiros de horas difíceis –, agora passam a ser partes substituíveis e descartáveis de uma relação fria, interesseira e indiferente.

A pergunta é: - “Por que isso aconteceu?”

E a resposta: - “Não existe mais paixão!”

Paixão é o que construiu tudo. Ela foi a motivação, o combustível e, por isso, o soro vital de tudo, desde o princípio. Quando ela se foi, o que ficou foi apenas a carcaça de um corpo morto, sem alma e sem luz.

Se você se identifica com algum aspecto desta breve história, reflita sobre a paixão. Sinta paixão pela sua vida, pelo seu trabalho. Sem paixão talvez você até ganhe muito dinheiro, mas certamente será um ganho sem sabor, sem sentido, e o pior: sem valor genuíno!

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