Durante a Revolução Francesa milhares de pessoas foram mortas na guilhotina.

Certo dia, três homens aguardam sua execução: um deles é advogado, o outro, médico e o terceiro, engenheiro.

O advogado é o primeiro levado à execução. O padre o abençoa, ele põe o pescoço no cadafalso, o carrasco solta a corda, a lâmina cai, mas, para na metade do percurso.

Diante disso, o padre reage imediatamente, dizendo:

- “Senhores, Deus não quis que este homem morresse.”

O carrasco concorda e o advogado é solto.

Agora é o médico que passa pelo mesmo ritual. E quando a lâmina é solta, para novamente na metade do percurso. O padre pede para libertá-lo, e o carrasco o obedece.

Chega a vez do engenheiro. O padre o abençoa. Quando ele vai pousar a cabeça no cadafalso, dá uma olhada para cima e então exclama:

- “Ei! Espere um pouco! Ali está o problema. Aquele parafuso está emperrando a lâmina. Por isso ela não funciona bem!”

Eu conheço profissionais fanáticos. E sei que nenhum extremismo, fanatismo ou radicalismo é bom. Workaholics são assim.

O limite da dedicação ao trabalho tem de ser o prejuízo próprio.

A partir do instante que o exercício profissional começa a danificar a vida, a saúde e os valores primordiais, chegou a hora de repensar sua prática.

É sempre excelente parar para encontrar resposta à pergunta que, em quase todos os casos é desconcertante: “Quanto você paga para ganhar o que você ganha? Vale a pena?”

Participe das minhas aulas semanais gratuitas. Acesse www.shapiro.com.br/folha e participe.

mockup