Existem situações na vida em que nos vemos frente a dois caminhos: um que é curto e extenso e outro que é extenso e curto. Ainda que levem ao mesmo lugar, os dois caminhos são diferentes. Um deles poderá impor dificuldades às vezes intransponíveis, enquanto o outro pode parecer fisicamente extenuante, mas revelar recompensas mais efetivas e com menores riscos.

Ouvi isto numa aula de filosofia. O meu mentor começou explicando o significado do caminho curto e extenso.

Imagine uma pessoa com uma doença que manifestou feridas em certa região de seu corpo. Ela procura a ajuda de um médico não especialista e este lhe receita uma pomada. Suas dores aliviam e as feridas desaparecem. O caminho para a cura foi curto. Mas, dias depois, feridas ainda piores aparecem em outras áreas de seu corpo, e mais doloridas. Então, a pessoa já desesperada vê que a partir de agora o caminho para a cura será extenso.

Teria sido completamente diferente se ela escolhesse primeiro o caminho extenso, ou seja, começando por um especialista. Este médico reuniria todos os sintomas, buscaria os sinais visíveis no corpo do paciente e, após exames de laboratório que poderiam levar dias, chegaria ao diagnóstico correto. Conhecendo a raiz do problema, a causa, ele determinaria o devido tratamento. Seria um caminho extenso. Mas, após trilhado, o acesso à cura seria curto e certeiro.

É isso o que ocorre com a maior parte das empresas, executivos e profissionais que contratam coaching, consultoria e outros serviços não especializados para resolver problemas. O caminho é curto e barato para a solução superficial, porém, extenso e caro quando os mesmos problemas retornam, e desta vez com piores consequências.

Fuja das aparências e de apresentações bem produzidas. Contrate especialistas bem referenciados, com histórico comprovado. Atente-se ao que ensinam os nossos irmãos portugueses, quando dizem: “por fora bela viola, por dentro pão bolorento”.

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