Ah, o puxa-saco corporativo! Essa figura emblemática do mundo empresarial, sempre pronta a transformar até os maiores desastres em verdadeiros triunfos. O projeto fracassou? "Chefe, que aula de visão estratégica! Aprendemos tanto!" O cliente está reclamando? "Isso só prova que estamos inovando demais para eles acompanharem!" O ar-condicionado quebrou e todos estão suando? "Brilhante! Um ótimo exercício de resiliência!"

Esses artistas da adulação têm um talento especial para fazer da bajulação um espetáculo permanente. Não porque acreditem nisso, mas porque é mais seguro massagear egos do que confrontar verdades. Para eles, a verdade é um território perigoso. Afinal, quem quer ouvir algo incômodo quando pode se sentir um gênio diariamente?

O problema é que o puxa-saquismo é o inimigo número um do desenvolvimento real. Críticas, ainda que difíceis, são como espelhos: mostram o que precisa ser corrigido. Quando os bajuladores controlam o ambiente, os espelhos desaparecem. A realidade dá lugar a uma bolha de autoengano na qual os gestores acreditam que estão revolucionando o mundo — mesmo que estejam apenas reinventando uma roda quadrada.

E o custo disso? Alto, mesmo que não apareça nos relatórios e nem na contabilidade. O preço se paga em ideias abafadas, soluções nunca discutidas e decisões mal fundamentadas. O time se desmotiva, e os resultados seguem o mesmo caminho. Tudo isso porque elogios vazios têm pouco valor na construção de algo sólido.

Se você quer uma cultura de crescimento, abandone o espetáculo tragicômico do puxa-saquismo. Valorize pessoas que falam a verdade com inteligência e respeito. Troque bajuladores por pensadores, e aduladores por inovadores.

Elogios superficiais podem ser agradáveis, mas a honestidade — ainda que desconfortável — é a única estrada para resultados reais. A escolha é básica: você prefere um show vazio ou um sucesso legítimo?

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