Há algum tempo, eu fui contratado para auxiliar um jovem a se inserir na empresa da família. O objetivo era desenvolvê-lo a sucessor do pai.

Ele havia nascido em berço de ouro e assim viveu todos os dias até então.

Eu comecei a fazê-lo ver que ele não estava lá quando seu pai deu duro. Mostrei-lhe que foram as grandes dificuldades por que o pai passou, os obstáculos que teve de vencer e os altos riscos que levaram a empresa a ser poderosa em seu segmento.

O pai era talentoso e dedicou-se com muita força. Sacrificou dias, meses e anos da vida pelo ideal de construir algo. Fez um império. E não foi bem sucedido só nos negócios. Era excelente pai, marido e tinha tempo para tudo. Seus empregados o adoravam e faziam tudo pela empresa. Ele teve apenas a educação básica e nunca foi a uma faculdade.

Aquele filho vivia numa nuvem de conforto. Vestia-se bem, tinha os melhores carros, fazenda e viajava pelo mundo duas vezes ao ano. Mas aquele era o sucesso do pai, e não dele.

Se tudo evaporasse e ele descobrisse a realidade das ruas, finalmente daria o devido valor ao que entrara facilmente em sua vida.

Foi este o trabalho que fiz com ele. Mostrei-lhe os paradoxos da vida real. É matar ou ser morto. Comer ou ser comido. Se ele quisesse resolver os problemas com churrasco, cerveja, noitadas e diversões, acabaria sem encontrar a felicidade e sem jamais realizar potencial para seu sucesso, independente do pai.

Hoje eu digo o mesmo a você, ainda que não seja herdeiro de riqueza nenhuma. Você tem a sua vida, as suas metas, as suas buscas. O seu potencial para vencer – para crescer na vida, edificar algo e orgulhar-se de si mesmo – só vai se realizar mediante o esforço e a disciplina que estiver disposto a investir nisso. A não ser por esta rota, não há outra alternativa - com ou sem dinheiro.

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