Eu não queria tocar nesse assunto. Sério! Eu preferia não ter que dizer isso. Mas é inevitável falar sobre “culpa”.

Portanto, se a coluna de hoje é sobre “culpados”, comecemos pela pessoa certa: você! Enquanto aponta o dedo para chefes, mercado, governo, impostos altos ou até a família “que não te apoia”, a única coisa que você está fazendo é escapar da verdade. E a verdade, caro leitor, é que o problema não está do lado de fora. Está exatamente aí, onde você está agora: na sua cadeira confortável, na sua rotina preguiçosa e no seu repertório de desculpas cada vez mais criativas.

A falta de prosperidade na sua vida – seja na carreira, nas finanças ou nos relacionamentos – não é obra de uma conspiração universal. É o reflexo direto da sua falta de foco, da sua incrível habilidade de evitar esforço real e da sua preferência por atalhos que, adivinhe, não levam a lugar algum. Aliás, se atalhos fossem tão eficazes assim, você já estaria muito longe, não acha?

Quer resultados? Cadê o planejamento sério? Onde está a estratégia? Ou será que até isso você terceirizou para o “universo”? Porque, vamos combinar, é muito mais fácil culpar tudo e todos do que admitir que o grande inimigo do seu sucesso é o conforto venenoso que você insiste em abraçar todos os dias, como se fosse uma manta de segurança.

Se você está esperando herdar uma fortuna ou cair em um milagre, ótimo. Ignore tudo isso e continue navegando na mediocridade. Agora, se não está nesse seleto grupo, bem-vindo ao desconforto da realidade.

A vida não tem pena de quem procrastina. Ela simplesmente segue em frente, levando consigo quem está disposto a agir. E enquanto você se afunda no comodismo, o mundo avança – sem você, sem remorso, sem pausa para quem ficou para trás.

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