Não confunda a sua identidade
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segunda-feira, 16 de novembro de 2020
Abraham Shapiro 
Esta é uma crença terrível na vida de muita gente: confundir sua identidade com o dinheiro que ganha.No “mundo das possibilidades”, aquele que ganha um milhão de dólares ao ano ou o que ganha dezoito mil reais ao ano tem iguais chances de ter prosperidade na vida.
Um exemplo?
Quando os nazistas dominaram a Alemanha e parte da Europa, existiam pessoas muito ricas na sociedade que tiveram suas vidas dilaceradas de um momento a outro e acabaram num campo de concentração. Viktor Frankl, um psicólogo judeu nascido na Áustria, foi uma delas.
Em seu livro "Em busca de um sentido”, ele comenta sobre os homens e mulheres que perambulavam pelos barracões dos campos de concentração confortando outros, dando seu último pedaço de pão a eles. Eram poucos em número, mas ofereciam prova suficiente de que tudo pode ser tirado de um ser humano, exceto sua liberdade. E Frankl conclui dizendo que “escolher a própria atitude em qualquer situação é escolher o próprio caminho”.Foi exatamente o que aconteceu ao psicólogo, fundador da Logoterapia.
Roubaram tudo dele, inclusive os sapatos. Mas sua atitude criativa o ajudou a sobreviver ao pesadelo. Só lhe restou a crença em si mesmo para abraçar a ideia de que ainda era uma pessoa de bem. Quando saiu daquele inferno, sua crença em prosperar foi o que o conduziu. E, de fato, ele se tornou uma das mentes mais brilhantes do século XX.Ponha de uma vez por todas uma coisa na sua mente. O dinheiro é apenas um recurso. O dinheiro não determina – e não pode ditar – quem você é. O que mais importa é o forte juízo interno de si mesmo.Deixe para trás agora mesmo este vício pernicioso e venenoso de comparar o seu valor pessoal com os seus ganhos, com os seus bens e com tudo o que lhe é externo. E esteja certo de que, assim que começar, as possibilidades vão se abrir imensamente para você.


