ABRAHAM SHAPIRO -

Imprudência e segundas intenções custam caro


Esta semana alguém me consultou sobre um gerente que foi visto jantando num restaurante da cidade com uma subordinada de seu grupo de trabalho, por volta das 22 horas.

A pergunta a respeito foi: - “Isto é ético? ”

A resposta depende forte e poderosamente do bom senso que o tal gerente mostrou não ter.


Até que ponto ele poderia confiar na subordinada para que, numa eventual demissão, ela não considerasse este jantar uma atitude de assédio moral e exigisse indenização de quatro dígitos em moeda corrente, já tão comum nos processos trabalhistas atuais?




Se ele estivesse com um grupo de funcionários, realmente não teria ‘nada de mais’ – expressão que ele utilizou para explicar a situação quando interpelado por seu diretor.

Sim. Estamos falando de um gerente imprudente, ou, o que é pior, movido por segundas intenções.

E você sabe o que ele alegou a mais? Ter muitos assuntos a discutir com a subordinada.


A próxima pergunta óbvia seria: -“E esses assuntos não deviam ter lugar no ambiente de trabalho?”

A aprendizagem que fica desta situação – e de outras similares – é que ‘não tem nada de mais’ nunca deve ser o ponto. Pelo contrário. Atitudes mal calculadas como esta comprometem a reputação do gerente, da subordinada e da empresa – para quem fica a conta a pagar.



Se você tem um cargo de liderança – onde quer que seja –, pense mil vezes antes de agir movido pela velha e clássica desculpa ‘não tem nada de mais’ já que, primordialmente, você tem uma equipe de pessoas para trabalhar, e não para casar-se com elas.

Como você avalia o conteúdo que acabou ler?

Pouco satisfeito
Satisfeito
Muito satisfeito

Continue lendo


Últimas notícias